terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL




Trazido da Guiana Francesa para Belém em 1727, o café chegou ao Brasil pelas mãos do Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e do Grão Pará. Já naquela época o café possuía grande valor comercial, sendo por isso muito desejado. Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conquistando sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica lhe foi oferecida e clandestinamente trazida para o Brasil.

As novas condições climáticas permitiram que o cultivo do café se espalhasse rapidamente, no início com a produção voltada para o mercado interno. Em sua trajetória pelo Brasil, o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mina Gerais. E num espaço de tempo relativamente curto, deixou de ocupar uma posição secundária para tornar-se produto-base da economia brasileira. A cultura do café desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, o que a tornou a primeira realização exclusivamente brasileira que tinha como objetivo a produção de riquezas.

Estabelecendo-se inicialmente no Vale do Rio Paraíba, um novo ciclo econômico iniciava-se em 1825. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti – até então principal exportador mundial do produto – entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se deste quadro, o Brasil aumentou significativamente sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade.Os primeiros embarques datam de 1779, com a insignificante quantia de 395 quilos. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de mais de 1 milhão de quilos.


Foto 01: Francisco de Mello Palheta
Foto 02: Fazenda de café - Brasil, final do século XVIII
Foto 03: Armazenagem de café - Brasil, século XIX

Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e dinamização de importantes centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis.

A riqueza fluía pelos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros, que traziam a cultura européia aos teatros erguidos nas novas cidades do interior paulista. Durante dez décadas o Brasil cresceu, movido pelo hábito do cafezinho, servido nas refeições de meio mundo, interiorizando nossa cultura, construindo fábricas, promovendo a miscigenação racial, dominando partidos políticos, derrubando a monarquia e abolindo a escravidão.

Além de ter sido fonte de muitas das nossas riquezas, o café permitiu alguns feitos extraordinários. Durante muito tempo, o café brasileiro mais conhecido em todo o mundo era o tipo Santos. A qualidade do café santista e o fato de ser um dos principais portos exportadores do produto, determinou a criação do Café Tipo Santos.

Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo, a cafeicultura no centro-sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando prejuízos incalculáveis.

Depois de uma longa crise, a cafeicultura nacional se reorganizou e os produtores, industriais e exportadores voltaram a alimentar esperanças de um futuro melhor. A busca pela região ideal para a cultura do café se estendeu por todo o país, se firmando hoje em regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. O café continua hoje, a ser um dos produtos mais importantes para o Brasil e é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Hoje o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.




Hoje o Brasil é o primeiro produtor
e o segundo consumidor mundial do produto.
Li
Fonte:
http://www.marketexport.com.br/historia.php
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