sexta-feira, 31 de agosto de 2012

FOTOS PREMIADAS EM MICELÂNIA DA BBC BRASIL




Fotos premiadas expõem 'flagrantes inéditos' da ciência

Atualizado em  31 de agosto, 2012 - 08:43 (Brasília) 11:43 GMT 
 

O Prêmio Eureca New Scientist para Fotos Científicas é apresentado anualmente pelo Museu Australiano.
Além de premiar inovações nas áreas de pesquisa, ciência acadêmica e jornalismo científico, ele também conta com uma disputada categoria de fotos científicas.
As imagens deste ano reúnem diversos flagrantes da vida animal e vegetal nunca antes registrados por uma câmera fotográfica.
A imagem que conquistou o primeiro lugar no prêmio deste ano foi a feita por Jason Edwards, que capturou, pela primeira vez, o acasalamento da baleia-jubarte, também conhecida como baleia-corcunda.

Gary Cranitch
http://1.bp.blogspot.com/-7vFHbcMqezY/T7kmDXHgnEI/AAAAAAAABao/jJJBqcyxx-0/s1600/@raminhoPicasso..bmp
Pablo Picasso

Li
 Fonte:  bbc.co.uk navigation
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A VIDA NO PLANETA JOVEM



Evolução dos microrganismos corresponde a 85% da história biológica, disse Andrew Knoll durante a 1ª Escola São Paulo de Ciência Avançada – Evolution, em Ilhabela (Un.Berkeley)
Especiais   

Professor de Harvard fala sobre a vida no jovem planeta Terra

30/08/2012
Por Karina Toledo

– “Imagine sua paisagem preferida, mas sem qualquer tipo de planta ou animal”, disse Andrew Knoll, professor de História Natural da Universidade Harvard, ao explicar como era a Terra há 3 bilhões de anos.
“A temperatura lembrava um dia de verão no Rio de Janeiro e praticamente não havia oxigênio. Não sobreviveríamos mais do que três minutos no planeta”, afirmou. O ambiente pode parecer estéril à primeira vista, mas a vida estava em plena atividade, disse o cientista. Microrganismos já faziam fotossíntese e fixavam o nitrogênio da atmosfera na forma de compostos que, futuramente, serviriam de nutrientes para outros seres vivos.

Knoll está no Brasil para participar da 1ª Escola São Paulo de Ciência Avançada – Evolution (SPSAS-Evo), que ocorre em Ilhabela até o dia 31 de agosto. O evento é realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio da FAPESP que financia a organização de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento – e tem promoção das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp).

Em sua apresentação, o pesquisador ressaltou que 85% da história da vida na Terra é microbiana. “Quando pensamos em registros fósseis, logo vêm à mente os dinossauros, mas eles surgiram há apenas 200 milhões de anos. Os animais, em geral, têm no máximo 600 milhões de anos. Por outro lado, registros geológicos indicam que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e se tornou um planeta biológico há pelo menos 3,5 bilhões de anos”, afirmou.

Por meio da análise química de fósseis e rochas coletados na Austrália ocidental e no sul da África, Knoll e sua equipe reconstroem em laboratório a história ambiental do planeta. “Depois usamos a fisiologia para conectar esse conhecimento à história biológica”, disse à Agência FAPESP.

Os grandes depósitos de ferro no subsolo do planeta, exemplificou, são um indício de que os primeiros habitantes do planeta usavam esse elemento para respirar, além do enxofre e do carbono. “A composição química dos sedimentos indica que antes de 2,4 bilhões de anos não havia oxigênio na atmosfera”, explicou.

Tal cenário começou a mudar com o surgimento das cianobactérias, primeiro grupo de microrganismos capaz de usar luz solar, água e dióxido de carbono (CO2) para fazer fotossíntese e produzir oxigênio. Isso possibilitou a formação da camada de ozônio e abriu caminho para o surgimento de organismos eucariontes, com usinas de energia altamente especializadas conhecidas como mitocôndrias.

“Ressalto sempre para os estudantes que a Terra não é uma plataforma silenciosa na qual a evolução acontece. A vida tem influência na forma como o ambiente se modifica e, por outro lado, o ambiente influencia o curso da evolução”, disse Knoll.

Produtores primários
Outro grande divisor de águas na história biológica foi o aparecimento das angiospermas, as plantas produtoras de flores e frutos, afirmou Susana Magallón, professora do Departamento de Botânica da Universidade Nacional Autônoma de México, que também participa da SPSAS-Evo.

“Em uma cadeia ecológica, as angiospermas representam os produtores primários. São, portanto, a base de todos os ecossistemas existentes nos dias de hoje. Segundo alguns teóricos, diversas espécies animais teriam coevoluído com as angiospermas, como os insetos, pássaros e morcegos polinizadores”, disse.

Além disso, acrescentou Magallón, pesquisas recentes sugerem que mesmo espécies antigas de plantas, como as samambaias, voltaram a se diversificar em resposta aos novos hábitats criados pelas angiospermas, dando origem a subespécies mais modernas.

“As angiospermas possuem um sistema complexo de ramos capaz de formar copas densas e árvores muito diferentes. Isso permite o surgimento de florestas muito mais ricas do que aquelas compostas predominantemente por coníferas, em que diferentes tipos de organismos encontram nichos para prosperar”, explicou.

Magallón calcula que a diversificação das angiospermas teve início entre 130 e 140 milhões de anos atrás. A estimativa é feita com base na análise de registros fósseis e também em métodos conhecidos como relógios moleculares.

“Medimos a quantidade de diferenças genéticas que existe entre as linhagens atuais e seus ancestrais preservados nos registros fósseis. Isso permite estimar o tempo que separa essas espécies”, explicou.

Mas, para que esses relógios moleculares fiquem bem calibrados, é preciso conhecer a taxa de evolução de cada espécie. “Alguns grupos sofrem uma substituição molecular por ano, enquanto outros podem sofrer dez. É preciso homogeneizar a escala temporal para poder comparar”, disse Magallón.
Em sua apresentação, Magallón falou sobre como avaliar a qualidade dos registros fósseis para poder usá-los na calibração dos relógios moleculares, tema ao qual vem se dedicando na última década.

Mais recentemente, a pesquisadora vem investigando os processos evolutivos por trás da enorme diversidade de plantas existente na porção norte da região neotropical, que compreende o sul do México e da Flórida, além de toda a América Central e do Sul.

“Para isso, comparamos a taxa de geração de espécie com a de extinção. Certamente os processos evolutivos por trás da diversidade existente no México são diferentes daqueles que ocorreram na Amazônia ou no Cerrado brasileiro. E também são menos conhecidos”, avaliou. 

 


    SPSAS-Evo:  
                  www.ib.usp.br/zoologia/evolution

http://1.bp.blogspot.com/-7vFHbcMqezY/T7kmDXHgnEI/AAAAAAAABao/jJJBqcyxx-0/s1600/@raminhoPicasso..bmp
Pablo Picasso

Li
 Fonte:
 Agência FAPESP
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

FIGUEIRA-DA-ÍNDIA - OPUNTIA FICUS-INDICA



A figueira-da-índia é um cacto ramificado e de porte arbustivo, frutífero, amplamente cultivado nas regiões semi-áridas do mundo todo. Apesar da sua enorme resistência a estiagem, surpreendentemente suas raízes não ultrapassam os 30 cm. Elas no entanto são carnosas e apresentam características únicas de adaptação a ambientes desérticos. 

Os ramos são modificados e chamados de artículos ou cladódios. Estes artículos tem como função principal a fotossíntese, já que a planta raramente apresenta folhas, que são miúdas e ainda caem precocemente. Os artículos são achatados, obovados, glabros, com cerca de 30 a 60 cm de comprimento e 20 a 40 cm de largura. Com o crescimento da planta eles se modificam para a função estrutural, formando o caule. Apresentam cor verde escura a acinzentada, e são recobertos por uma camada de cera. 

A maioria das variedades atuais tem pouco ou nenhum espinho, mas ocorrem formas totalmente recobertas por espinhos pontiagudos. As flores são grandes, vistosas, e podem ser brancas, amarelas, laranjas ou vermelhas. O fruto que se segue é do tipo baga, de formato variado, geralmente ovóide, de cor amarela, laranja, vermelha, violácea ou marrom, dependendo da cultivar. Eles apresentam casca fina e tufos de espinhos finos na extremidade superior. A polpa é suave, translúcida, gelatinosa, aromática e possui numerosas sementes negras, pequenas e lenticulares.

A figueira-da-índia é cultivada por seus frutos primeiramente. Estes devem ser colhidos com cuidado, devido aos espinhos. Usualmente pode-se passá-los no fogo rapidamente para remover os espinhos. Eles são muito suculentos, doces e prestam-se para consumo in natura ou na forma de sucos, geléias, compotas, licores, destilados, etc. Diz-se que o sabor dos frutos lembra o de uma melancia bem doce. Os artículos também podem ser consumidos como verdura. No México, eles entram na composição de um tipo de ovos mexidos matinal. Além disso, é considerado uma importante forrageira para criações de animais, como bois e cabras. Uma utilização curiosa, embora muito antiga e tradicional, para esta espécie é na criação da cochonilha para produção de corante natural carmin.

No paisagismo, a figueira-da-índia é curinga em jardins de baixa manutenção e naqueles de inspiração árida, rochosos. Pode também ser um ponto de destaque, pela formato diferente que adquire. É interessante também em renques, formando cercas vivas defensivas. Pode ser cultivado em vasos, mas não tolera ambientes internos devido à pouca luz.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em diversos tipos de solo, desde que bem drenáveis, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados de forma esparsa. Extremamente resistente à estiagem, não necessita regas se exposto às intempéries. Não tolera encharcamento, apodrecendo rapidamente a partir das raízes. Não aprecia a salinidade no solo, assim como altos teores de argila. Multiplica-se facilmente por estaquia dos artículos e por sementes.
Medicinal:
    Indicações: Afecções respiratórias, Angina, Asma, Problemas circulatórios, Coqueluche, Diabetes, Afecções biliares, Afecções do fígado, Tosse, Tumor benigno da próstata, Úlcera, Verminose, Diarréia, Disenteria, Doença cardíaca, Reumatismo
    Propriedades: Adstringente, Antiasmática, Antidiarréica, Antiescorbútico, Digestiva, Diurética, Emoliente, Estimulante medular, Hidratante, Hipoglicêmica, Maturativa, Mucilaginosa, Sedativa, Vermífuga, Antiprostática, Anti-reumático, Antitussígena, Cardiotônica, Colagoga
    Partes Utilizadas: Frutos, Artículos

Alerta:
Os espinhos podem ferir as mãos desprotegidas. Utilize luvas ao manipular a planta ou colher os frutos. Por sua grande adaptabilidade e facilidade de dispersão, pode ser considerada invasiva em determinadas situações.

http://1.bp.blogspot.com/-7vFHbcMqezY/T7kmDXHgnEI/AAAAAAAABao/jJJBqcyxx-0/s1600/@raminhoPicasso..bmp
Pablo Picasso

Li-Sol-30
 Fonte:
http://www.jardineiro.net/plantas/figueira-da-india-opuntia-ficus-indica.html?...