sábado, 4 de fevereiro de 2012

ADITIVO AGRÍCOLA A CUSTO ZERO




Um aditivo bastante eficaz e obtido a custo zero. Utilizar urina de vaca em plantações pode ser uma forma não só de minimizar custos, mas também de gerar plantas mais resistentes a pragas e com maior capacidade de produção. É o que o engenheiro agrônomo Julio César Monteiro de Barros, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), vem testando em dois municípios do noroeste do estado do Rio de Janeiro, Itaperuna e Natividade, com recursos do edital de Apoio à Pesquisa Agricultura, da Faperj.



"Na Índia, país onde a vaca é considerada sagrada, sua urina há muito vem sendo empregada no cultivo e há muitos trabalhos publicados. No Brasil, no entanto, há pouca literatura sobre o tema, especialmente no caso de cítricos", fala Monteiro de Barros. Nesse sentido, ele destaca os trabalhos de Ricardo Gadelha, também pesquisador da Pesagro, que, no final dos anos 1990, fez experiências com hortaliças, algumas frutas, como abacaxi e maracujá, e legumes, entre eles quiabo, pimentão, tomate e jiló, empregando urina de vaca. "A partir daí, nas últimas duas décadas, esse material tem sido utilizado no Rio de Janeiro. Agora, estamos desenvolvendo projeto com parâmetros científicos para embasar os resultados", fala Monteiro de Barros.

Mas o que há exatamente na urina de um bovino? Segundo o pesquisador, ela contém altos teores de nitrogênio, fósforo e potássio, que são as substâncias utilizadas na adubação de solos. "Como se isso não fosse bastante, essa urina tem ainda níveis elevados de pirocatecol, um fitohormônio que é um estimulante de crescimento e previne a infecção da planta por micro-organismos, agindo basicamente como um repelente de pragas. Isso é particularmente importante porque reduz de forma significativa a necessidade do uso de agrotóxicos. E quando é posta para fermentar durante três dias, todos esses níveis se intensificam", explica Monteiro de Barros.

Segundo o pesquisador, pela facilidade, o material vem sendo coletado de vacas leiteiras. "Quando são recolhidas para a ordenha, elas costumam urinar, facilitando a coleta. Além disso, como se trata de animais para produção de leite, tanto há um maior acompanhamento de sua sanidade quanto de sua alimentação. Tudo isso nos garante estar empregando urina de animais saudáveis", explica.

Para o projeto, que conta com a parceria de pequenos agricultores do noroeste fluminense, selecionados a partir de convênio com a Pesagro e com as secretarias de Agricultura municipais, foram escolhidos quatro cítricos: limão tahiti e três tipos de laranja --- a lima, a seleta e a folha murcha, cujo nome deriva da característica de suas folhas, enroladas e retorcidas.



"Como pude observar em um projeto anterior, em Silva Jardim, a urina de vaca evita uma doença muito comum, causada por fungo, a que o limão tahiti é bastante suscetível. Ela causa a queda dos frutos jovens e reduz a produção em mais de 50%", exemplifica Monteiro de Barros. Lá, ele constatou não apenas uma diminuição significativa nos casos da doença nas plantas tratadas, como também viu melhora na qualidade dos frutos. "Eles desenvolvem maior tamanho e apresentam mais sumo. Foram resultados interessantes", garante o pesquisador.

"Em outro projeto, implantado em Itaocara, pelo programa Rio Rural, da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária, estamos observando um excelente crescimento inicial das plantas de limão tahiti tratadas. Muitas já apresentam floração a partir de um ano após o plantio e precisam ter a produção monitorada."

Em Itaperuna e Natividade, Monteiro de Barros dá continuidade ao estudo, que agora será testado desde o plantio. "Se em Silva Jardim fizemos aplicações em plantas já crescidas, agora estamos propondo que isso seja feito desde o plantio das mudas iniciais. Além disso, também estamos sugerindo dosagens e formas de uso diferentes." Isso quer dizer que, ao contrário das concentrações geralmente usadas de 1%, pulverizadas nas folhas, ele está empregando concentrações de 2,5% a 5%. Para isso, utiliza dois tipos de tratamento: mantém as pulverizações de 1%, somando a elas aplicações no solo com concentrações de 2,5% e de 5%.

"As regas no solo são mais fáceis e podem trazer melhores resultados, uma vez que permitirão que a planta absorva melhor os nutrientes contidos na urina." Ele adverte que pulverizações foliares em altas concentrações costumam provocar a queima das folhas. "Aplicada pura, a urina de vaca atua como herbicida, o que quer dizer que pode matar a planta", explica Monteiro de Barros.

O pesquisador acredita que até o final do ano [2012] já tenha resultados do trabalho. "Se conseguirmos, como esperamos, plantas de crescimento mais rápido, com copa maior, isso também significará que elas produzirão mais cedo e com maior potencial. Para o produtor fluminense, que no geral são pequenos agricultores familiares, isso também representará um retorno econômico mais rápido. Tudo isso sem uso de agrotóxicos e a investimentos muito baixos. Será um ganho não só econômico como ambiental para o estado do Rio de Janeiro."


Mais informações

Engenheiro Agrônomo Julio César Monteiro de Barros
Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro
Estrada Velha de Glicério km 03 - Horto
CEP 27910-970 - Macae/RJ
Caixa-Postal 119.371
Telefone: (22) 2765-1297
Fax: (22) 2765-1933

FONTE
Faperj
Vilma Homero - Jornalista

Links referenciados

Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro
www.pesagro.rj.gov.br

Julio César Monteiro de Barros
lattes.cnpq.br/3065684652574768

Rio Rural
www.microbacias.rj.gov.br

www.faperj.br
Li
Fonte:
Faperj
www.faperj.br - AGROSOFT
http://www.agrosoft.org.br/agropag/220629.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+agrosoft+%28Jornal+Agrosoft%29
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como brasileiro eu simplesmente falaria ... (Cristovam Buarque)


Enviado por em 30/01/2012
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Como brasileiro eu simplesmente falaria ...

Autor: Cristovam Buarque

Arte & Cultura

28/11/11 14:58 - Atualizado em 28/11/11 14:58

Como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.

Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Nesse momento, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada.

Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BAMBU PARA O ECODESENVOLVIMENTO



Bambu para o ecodesenvolvimento
 


O manejo das florestas tropicais vem sendo preconizado há algumas décadas como uma alternativa de desenvolvimento com sustentabilidade ambiental, mas não deve ser baseado apenas no componente madeireiro da floresta. São indiscutíveis as vantagens do uso múltiplo da floresta, considerando a enorme diversidade de espécies não madeireiras, com amplas possibilidades de uso. 
A grande dificuldade é que apenas a madeira, castanha e borracha têm uma cadeia produtiva relativamente estruturada, facilitando os processos de colheita, escoamento e comercialização da produção. A viabilidade de outros produtos não madeireiros ainda depende da geração de novos conhecimentos e investimentos para aumentar a produção em escala econômica e com sustentabilidade ecológica.

No sudoeste da Amazônia, entre os produtos oferecidos pela ampla biodiversidade da floresta, encontram-se espécies de bambus arborescentes nativos, conhecidas popularmente como tabocas, algumas podendo atingir até 35 metros de altura e 25 centímetros de diâmetro. Os bambus são gramíneas gigantes que ocorrem nas diferentes regiões brasileiras, sendo algumas espécies nativas e outras introduzidas, particularmente, do continente asiático.

A cobertura florestal do Estado do Acre é composta por diversas formações e cerca de 40% de sua área territorial abriga florestas com a presença de bambus pertencentes ao gênero Guadua. Essas formações florestais se estendem desde o sul do Amazonas até o território peruano e boliviano, cruzando todo o Estado do Acre.

O bambu pode complementar ou mesmo substituir a madeira em várias aplicações. Entretanto, o potencial econômico dessa gramínea tem sido ignorado, sendo tratada como planta indesejável, devido à presença de muitos espinhos e dificuldade de erradicação para conversão das florestas para fins agrícolas. A não valoração do bambu também foi motivada pela falta de tradição e desconhecimento das possibilidades de aplicação e pela abundância da madeira no início da ocupação da região, quando era desnecessário o uso de produtos alternativos.

Atualmente, com a crise ambiental no mundo, enfatizada pelo problema do aquecimento global, e com a elevação dos preços da madeira, devido à escassez e restrições legais à sua exploração, o bambu surge como uma opção interessante. A principal vantagem dessa gramínea é o rápido crescimento e a frequente emissão de novos brotos, garantindo a regeneração acelerada das plantas e a sustentabilidade do manejo. Outra vantagem é a grande versatilidade de usos, principalmente na indústria da construção civil e de fibras vegetais, com destaque para papel e celulose, além da fabricação de móveis, carvão (convencional e nanopartículas de carvão ativado), artesanato e na alimentação (brotos de algumas espécies são comestíveis), entre outras vantagens.

Devido a essa vasta possibilidade de utilização, as espécies de bambus vêm despertando o interesse de estudiosos e do setor produtivo como fonte alternativa de matéria-prima de uso diversificado e reconhecidamente sustentável, podendo contribuir também para a prestação de serviços ambientais, como recuperação de áreas degradadas, recomposição de áreas de preservação permanente e de reservas legais, e no resgate de carbono da atmosfera.

O governo federal vem sinalizando a intenção de transformar o bambu em uma opção de ecodesenvolvimento para o Brasil. O ano de 2011 ficou marcado por duas importantes iniciativas para viabilizar a cadeia produtiva do bambu no Brasil. A primeira foi a assinatura do Memorando de Entendimento sobre Cooperação Bilateral em Ciência e Tecnologia na área de desenvolvimento e inovação em Bambu, entre o Brasil e a República Popular da China, cujos termos possibilitarão realizar pesquisas científicas e intercâmbio de tecnologias com um país de tradição milenar na produção e usos do bambu. 
A segunda iniciativa foi a aprovação e sanção da Lei Federal nº 12.484/2011, que instituiu a Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu, a qual transforma essa gramínea em um produto agrossilvicultural, apto a receber os benefícios inerentes aos demais produtos agrícolas. A expectativa é que haja avanços significativos em curto e médio prazo no desenvolvimento de tecnologias para o bambu no Brasil.

O mercado relacionado ao bambu é amplo e com grande potencial de crescimento, por ser uma matéria-prima versátil, com diferentes usos industriais. O vasto mercado e a sustentabilidade socioambiental, já reconhecida em outros países, realçam o potencial do bambu visando tanto à melhoria da qualidade de vida de pequenos agricultores familiares quanto ao agronegócio brasileiro, principalmente para aquelas empresas que buscam a sustentabilidade socioambiental. O Acre, com sua enorme reserva de bambus nativos e a proximidade aos portos do Peru, por meio da recém-concluída "Estrada do Pacífico", pode tornar-se um exportador de derivados do bambu para o mercado asiático, tradicional consumidor desses produtos.

A viabilização do agronegócio do bambu exige investimentos em ciência e tecnologia para a geração de conhecimentos e inovação visando à criação de produtos de qualidade e novas formas de utilização para essa gramínea. 
Assim, são necessárias pesquisas nos diversos setores, desde a produção da matéria-prima até seu uso industrial, passando pela criação de parques tecnológicos para o bambu, com infraestrutura adequada e recursos para a formação de mão de obra qualificada, tanto de produtores como de agentes de assistência técnica e extensão rural, a fim de possibilitar a adoção das tecnologias geradas.
Nesse sentido, a articulação 
entre instituições de pesquisa e fomento 
constitui estratégia fundamental para desenvolvimento 
da cadeia produtiva do bambu no Brasil.

Exposição UFMG - 2011

Exposição - completar
CONSTRU    O DA OKA
Construção: Oca de Bambú

belíssima oca
para melhor aconchego
- obra de arte.


AUTORIA
Elias Melo de Miranda
Engenheiro-agrônomo, doutor em Ciência do Solo
Pesquisador da Embrapa Acre
E-mail: elias@cpafac.embrapa.br  

Links referenciados

Lei Federal nº 12.484/2011
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2
014/2011/Lei/L12484.htm


elias@cpafac.embrapa.br
elias@cpafac.embrapa.br

Elias Melo de Miranda
lattes.cnpq.br/7265747670274648

Embrapa Acre
www.cpafac.embrapa.br
Li
Fonte:
 Agrosoft
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Publicado em 06/01/2012 na seção artigos ::
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Geleia de hibisco



Enviado por em 22/06/2011

 
Aprenda a fazer um doce 
utilizando uma planta encontrada em todo país, 
mas ainda pouco conhecida pelos brasileiros

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