domingo, 1 de julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA DE SÃO PAULO - O CAFÉ NO OESTE PAULISTA


 
No sétimo programa da série,
Historiador: Marco Antônio Villa 
 
fala do impacto da produção do café 
para São Paulo do século XIX.

As cidades que nascem com a produção cafeeira;
 a transformação econômica; o impacto político 
e sua influência na proclamação da república; 
o desenvolvimento e expansão ferroviária, 
que promovem a circulação de idéias 
e fomenta a cultura.

 
 Flor de Café Arábica


 Flor de Café Arábica ou Robusta?
Frutos de Café Robusta
 
Enviado por em 17/01/2012
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O CAFÉ - HISTÓRIA E PENETRAÇÃO NO BRASIL - Vídeo: 33:14

 
Enviado por em 20/06/2011
 
O CAFÉ

Outras remetências de título:
O CAFÉ - HISTÓRIA E PENETRAÇÃO NO BRASIL



Sinopse
A trajetória do café no Brasil, o plantio, a colheita, o beneficiamento, o transporte, a distribuição e o consumo. Aspectos da cidade de Ribeirão Preto, pioneira no cultivo da planta, e o Museu do Café Francisco Schmidt com relíquias, miniaturas de veículos de tração animal, bustos e esculturas de personagens ligadas ao universo cafeeiro: negros escravos, imigrantes italianos e alemães, e fazendeiros históricos.

 Mapas animados demonstram o percurso do café, da origem africana passando pela Ásia, Europa, América Central e chegando ao Brasil. Queimadas e plantações de café. Na cidade de Resende, herma em homenagem a Luiz Pereira Barreto, introdutor do café bourbon no país. Casarões, fazendas e plantações do Vale do Paraíba. As formas primitivas do beneficiamento do café: pisoteamento de grãos, monjolos hidráulicos e de tração animal, e pilagem manual. O transporte por muares em percursos longos e acidentados.

 A locomotiva "Baroneza", pelo Barão de Mauá, a primeira utilizada para o escoamento do café. A cidade de Campinas e as rodovias para o litoral. O porto de Santos e os navios carregados com sacas de café por guindastes e pelo trabalho dos estivadores. Animação demonstra a penetração do café no estado de São Paulo e sua posterior expansão para o sul de Minas Gerais e o norte do Paraná. 

Etapas do cultivo do café: o preparo das mudas; os cuidados no plantio e na disposição dos cafezais; o combate às pragas com a pulverização aérea; os eventuais estragos da erosão e da geada; irrigação por aspersão; e a floração dos cafezais. Homens, mulheres e crianças trabalham na colheita.

 O transporte dos grãos por canaletas até os terreiros onde trabalhadores, com o uso de rodo ou de animais, espalham o produto para uma secagem uniforme. 

A colheita do café extrafino: o especial cuidado na escolha do fruto; o maquinário que retira a poupa e peneira o café; a lavagem do produto em tanques; o transporte e o processo de secagem. As máquinas brasileiras de beneficiamento e o trabalhado feminino na escolha do café. A classificação de grãos, espécies e tipos como o moca, moquinha, bourbon, despolpado e o maragogipe. 

As estações de rebeneficiamento e o ensacamento mecanizado. A fiscalização do Instituto Brasileiro do Café na coleta de amostras e em testes de aroma e degustação. Mapa demonstra a exportação do café brasileiro para os mercados do mundo inteiro. O trabalho no embarque das sacas nos portos.

A torrefação doméstica e industrial e o empacotamento do Café Palheta em pó. Instruções domésticas para a conservação e a receita de preparo do café O movimento de consumo da bebida em balcão de bares. O centro desenvolvido da cidade de São Paulo, reflexo do poder econômico do café.

Gênero
Filme educativo
Termos descritores
Café; Museu; História; Agricultura; Alimentação; Porto; Trabalho; Fazenda; Culinária

Descritores secundários
Economia; Comércio; Escultura; Imigração - IT; Imigração - DE; Negro; Monumento; Museu Histórico do Café Francisco Schmidt, Ribeirão Preto - SP; Dumont, Henrique - busto; Schmidt, Francisco - busto; Lunardelli, Geremia - busto; Palheta, Francisco de Mello - busto; Barreto, Luiz Pereira - hermaVale do Paraíba; Monjolo; Ferrovia; Baroneza - trem; Mauá, Barão de; Embarcação; Rodovia; Guindaste; IBC - Instituto Brasileiro do Café; Mulher; Café Palheta; Restaurante; Cidade; Ribeirão Preto - SP; Resende - RJ; Campinas - SP; Santos - SP; São Paulo - SP

Termos geográficos
Ribeirão Preto - SP; Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto - SP; Catedral Metropolitana de São Sebastião, Ribeirão Preto - SP; Museu Histórico do Café Francisco Schmidt, Ribeirão Preto - SP; Resende - RJ; Rodovia dos Imigrantes; Santos - SP; Porto de Santos - SP; São Paulo - SP; Viaduto do Chá - SP; Vale do Anhangabaú - SP; Campinas - SP; Rio de Janeiro - DF; Café Palheta, Rio de Janeiro - DF

 Flor de Café Arábica

 Flor de Café Arábica ou Robusta?
Frutos de Café Robusta

 CategoriasCurta-metragem / Sonoro / Não ficção
Material original
35mm, BP, 30min, 925m, 24q
Data e local de produção
Ano: 1958 - País: BR - Cidade: Rio de Janeiro - Estado: DF
Produção
Companhia(s) produtora(s): INCE - Instituto Nacional Cinema Educativo

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s): INCE - Instituto Nacional Cinema Educativo

Direção
Direção: Mauro, Humberto

Fotografia
Direção de fotografia: Mauro, José A.

Montagem
Montagem: Mauro, José A.

Música
Música original: Taranto, Aldo
 

Conteúdo examinado: S
Fontes utilizadas:
CB/Transcrição de letreiros-Cat
CRRS/INCE ; AV/HM ; INC/CESD
Folha de S. Paulo, 28.01.1960
Site, Portal da Cidade de Ribeirão Preto, disponível em:
 http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br, acesso em: 15.10.2010
 
Enviado por em 20/06/2011
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HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL - Vídeo:4:07



Enviado por em 18/06/2010
 
Para todos que querem conhecer a historia do café
Enviado por em 18/06/2010
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HISTÓRIA DO CAFÉ NO BRASIL - Vídeo:4:17


 Enviado por em 15/07/2011


 
O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.

Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas.

Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti -- até então o principal exportador mundial do produto -- entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.

Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e dinamização de importantes centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis.

A riqueza fluía pelos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros, que traziam a cultura européia aos teatros erguidos nas novas cidades do interior paulista. Durante dez décadas o Brasil cresceu, movido pelo hábito do cafezinho, servido nas refeições de meio mundo, interiorizando nossa cultura, construindo fábricas, promovendo a miscigenação racial, dominando partidos políticos, derrubando a monarquia e abolindo a escravidão.

Além de ter sido fonte de muitas das nossas riquezas, o café permitiu alguns feitos extraordinários. Durante muito tempo, o café brasileiro mais conhecido em todo o mundo era o tipo Santos. A qualidade do café santista e o fato de ser um dos principais portos exportadores do produto, determinou a criação do Café Tipo Santos.


Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo, a cafeicultura no centro-sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando prejuízos incalculáveis.

Depois de uma longa crise, a cafeicultura nacional se reorganizou e os produtores, industriais e exportadores voltaram a alimentar esperanças de um futuro melhor. A busca pela região ideal para a cultura do café se estendeu por todo o país, se firmando hoje em regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. O café continua hoje, a ser um dos produtos mais importantes para o Brasil e é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Hoje o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.
Enviado por em 15/07/2011
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