terça-feira, 7 de julho de 2015

CAPELLA - AURIGA e BANCO DE IMAGENS



Capella, a Estrela Cabra

por Luis Lopes
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[Capella e a constelação do Cocheiro aparecendo no horizonte Este,
 próximo de Namche Bazar, no Nepal. Crédito: Babak Tafreshi.]

Com o seu brilho intenso e dourado, Capella, estrela α e a mais brilhante das que compõem o enorme asterismo pentagonal que marca a constelação do Cocheiro (Auriga), aparece cada vez mais cedo no horizonte nordeste durante o Outono. O nome da estrela é um diminutivo do latim capra, e quer dizer literalmente “pequena cabra”. O asterismo formado por Capela e um grupo de três estrelas próximas — ε, η e ζ do Cocheiro — formava na antiguidade uma constelação separada, representando uma cabra com duas crias. Em De Astronomia, uma obra publicada em 1482, constituída por uma compilação de textos atribuídos a Higino (séc. I a.C.), e que provavelmente reproduzem mitos narrados numa outra obra mais antiga, Catasterismi, atribuída por sua vez a Eratóstenes (séc. III a.C.), encontramos a seguinte referência ao asterismo:
Parmeniscus diz-nos que um certo Melisseus era rei de Creta quando Zeus foi entregue aos cuidados das suas filhas. Estas, não tendo leite com que o amamentar, deixaram-no ao cuidado de uma cabra, Amalteia de seu nome, que, diz-se, o criou. Amalteia frequentemente paria duas pequenas crias, incluindo na altura em que Zeus ficou ao seu cuidado. E assim, pela bondade da mãe (Amalteia), as crias foram também colocadas no firmamento entre as constelações. Diz-se que foi Cleostratus de Tenedos que identificou pela primeira vez estas crias entre as estrelas.
Tanto quanto se sabe, a integração deste asterismo com a constelação actual do Cocheiro é devida a Cláudio Ptolemeu, na sua obra fundamental Almagesto, que pela primeira vez juntou o dito asterismo com o resto das estrelas da constelação actual do Cocheiro, formando a imagem de um condutor de uma quadriga com uma cabra e as crias ao colo. [Nota: o Almagesto é um tratado matemático e astronómico datado do século II d.C., que se transformou numa das obras mais influentes de todos os tempos, descrevendo, entre outras coisas, o modelo geocêntrico do Universo que prevaleceu até ao século XV.]
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[A constelação do Cocheiro (Auriga) 
com os limites actuais fixados pela União Astronómica Internacional.]

Os mitos associados à constelação refletem esta origem híbrida. Como foi referido, Capella, a pequena cabra com dois filhotes, é normalmente associada à figura de Amalteia. Segundo o poeta grego Hesíodo (séc. VII-VIII a.C.) Cronos usurpou o poder a seu pai, Urano, o deus do céu, tornando-se no líder dos deuses. A sua esposa e irmã, Reia, deu à luz vários filhos que Cronos devorava à nascença receando uma profecia que estabelecia que um deles, um dia, iria também derrotá-lo e tornar-se rei dos deuses, estabelecendo uma nova ordem. Descontente com o comportamento de Cronos, Reia, aquando do nascimento de Zeus, o seu último filho, enganou Cronos dando-lhe uma pedra enrolada em mantas para devorar. Em seguida enviou Zeus para o exílio, em Creta, onde foi criado pela cabra Amalteia. Já adulto, Zeus conseguiu mascarar a sua identidade e imiscuir-se na côrte de Cronos como um serviçal. Com a ajuda de Metis (sua prima, filha dos titãs Oceano e Tétis), ofereceu a Cronos uma poção que o fez vomitar, um a um, todos os seus irmãos, previamente devorados. Zeus e os seus irmãos, em particular Hades e Poseidon, moveram uma rebelião contra Cronos e os restantes titãs que terminou com a vitória da nova geração de deuses e o aprisionamento dos titãs nas profundezas infernais do Tártaro.
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[A constelação do Cocheiro representada na obra Uranographia do astrónomo polaco do século XVII, Johannes Hevelius. Capella marca o centro do corpo da cabra e as estrelas ε, η e ζ marcam o corpo das crias. O resto das estrelas da constelação mostram a figura de um cocheiro segurando as rédeas de uma quadriga numa das mãos e as cabras na outra. As constelações estão representadas com a orientação horizontal invertida relativamente à sua posição normal no céu nocturno.]
A origem mitológica do Cocheiro é mais obscura, sendo frequentemente apontados episódios diversos para justificar a sua presença entre as constelações. Um desses mitos refere-se a Erictónio de Atenas, filho de Hefesto (deus dos ferreiros, dos artesãos, dos escultores, dos metais, da metalurgia, do fogo e dos vulcões) e de Atena (deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia em batalha, das artes e da justiça). A invenção da quadriga, uma carruagem de 4 cavalos, é geralmente atribuída a Erictónio que a utilizou numa rebelião contra Anfictião, então rei de Atenas. A quadriga foi criada à imagem da utilizada por Hélio, o deus solar, na sua viagem diurna pelo firmamento, que era puxada por quatro cavalos alados — Pírois, Eoo, Éton e Flégon. Zeus, impressionado pela ingenuidade de Erictónio, colocou-o entre as constelações. Uma outra lenda associa a constelação com Mírtilo, filho de Hermes (mensageiro dos deuses e deus dos viajantes e dos comerciantes) e cocheiro de Enomau, rei de Pisa. A quadriga de Mírtilo foi destruída numa corrida entre pretendentes à mão da princesa Hipodâmia, filha de Enomau. Mírtilo alcançou a eternidade entre as constelações quando o pretendente bem sucedido, Pélope, o assassinou, isto apesar de Mírtilo o ter ajudado a ganhar o concurso pela mão da princesa. Após a sua morte, Hermes colocou Mírtilo no céu. Existem outras lendas menos conhecidas que envolvem quadrigas e que são de algum modo associadas à constelação do Cocheiro. Esta variedade de mitos reflecte provavelmente o papel central da quadriga na sociedade grega e parece ser o motivo de fundo para a sua comemoração no firmamento.
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[Cerâmica grega ilustrando a quadriga em que viajava Hélio, o deus solar, durante o dia (séc. V a.C.). Crédito: British Museum.]
Capella, a estrela α e luminária da constelação, situa-se a apenas 42 anos-luz e é uma estrela notável. Trata-se de um sistema quádruplo, com um par de estrelas gigantes amarelas muito próximas, cuja luz combinada vemos como uma das estrelas mais brilhantes do céu, e um outro par de estrelas, mais afastado, constituído por duas anãs vermelhas, pouco luminosas e visíveis apenas com um telescópio. Os dois pares de estrelas partilham a mesma trajectória no espaço, mas a distância entre eles é tão grande que é difícil estabelecer se o par de anãs vermelhas orbita o par de gigantes amarelas. Se o fizer o período orbital deverá ser da ordem das centenas de milhares ou mesmo milhões de anos.
O par de gigantes amarelas é constituído por estrelas, designadas por Aa e Ab, com 2.7 e 2.5 massas solares que se orbitam mutuamente a uma distância de 108 milhões de km, sensivelmente a distância que separa Vénus do Sol, e com uma periodicidade de 104 dias. A componente Aa, mais maciça, é a maior e mais luminosa das gigantes. Com 12 diâmetros solares, tem uma temperatura superficial de 4900 Kelvin, mais fria do que os 5800 Kelvin do Sol, e é 79 vezes mais luminosa do que a nossa estrela. A componente Ab, por seu lado, tem 9 diâmetros solares, uma temperatura superficial de 5800 Kelvin e é 77 vezes mais luminosa do que o Sol. A maior das gigantes tem uma rotação lenta de 106 dias, que contrasta com os 9 dias da mais pequena. Ambas as estrelas apresentam uma actividade magnética considerável e são uma fonte de raios X intensa, detectada por vários satélites que observam nessa região do espectro electromagnético.
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[As componentes do sistema quádruplo Capella — um par de estrelas gigantes, designadas por Aa e Ab, e um par de anãs vermelhas, designadas por H e L. As estrelas são apresentadas à escala com o Sol como termo de comparação.]
A natureza binária de Capella foi estabelecida por William Campbell, do Observatório de Lick, em 1899, baseando-se na análise do espectro da estrela — Capella é uma binária espectroscópica. Vários observadores tentaram depois detectar o par visualmente mas sem sucesso. As duas componentes foram separadas pela primeira vez em 1919 com um telescópio especial, um interferómetro, por dois astrónomos do Observatório de Monte Wilson, John Anderson e Francis Pease, que publicaram posteriormente uma órbita para o par de estrelas. Uma órbita muito mais precisa foi publicada em 1994, baseada em observações realizadas com um outro interferómetro, o Mark III, também situado no Observatório de Monte Wilson. A partir desta órbita foi possível deduzir os valores das massas e as dimensões das estrelas individuais referidas neste artigo. Em Setembro de 1995, Capella foi fotografada com um outro interferómetro, o COAST (Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope), proporcionando as primeiras imagens “normais” do par com as componentes completamente separadas.
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[As duas estrelas gigantes do par central de Capella fotografadas pelo COAST (Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope). Crédito: MRAO/COAST.]
A maior parte do tempo de vida de uma estrela é passado realizando a fusão do hidrogénio em hélio no seu núcleo. Diz-se neste caso que a estrela está na sequência principal. O tempo que uma estrela passa nesta fase é inversamente proporcional à sua massa. Por outras palavras, estrelas mais maciças gastam mais depressa o seu hidrogénio nuclear e evoluem para lá da sequência principal. Há centenas de milhões de anos Capella Aa e Ab iniciaram a sua vida como um par de estrelas de tipo espectral A, mais quentes e luminosas do que o Sol, muito parecidas com Vega, na constelação Lira. Com uma idade estimada de 400 milhões de anos, ambas as estrelas saíram já da sequência principal e estão agora a transformar-se lentamente em gigantes vermelhas, estrelas frias e muito luminosas, com um diâmetro que chega a atingir mais de 300 milhões de km, 2 vezes a distância da Terra ao Sol. De facto, alguns autores sugerem mesmo que a componente Aa, a mais maciça e mais evoluída, terá já sido uma gigante vermelha que entretanto iniciou a fusão do hélio nuclear em carbono e oxigénio. A ignição do hélio transforma uma gigante vermelha numa estrela menos luminosa e mais quente, uma gigante amarela, com características semelhantes às da componente Aa. Por outro lado, parece certo que a componente Ab, a menos maciça, ainda não passou pela fase de gigante vermelha. A sua luminosidade provém da fusão de hidrogénio em hélio numa camada adjacente ao núcleo inerte de hélio.
Uma vez que se encontram a uns escassos 108 milhões de km de distância, quando uma das componentes se transformar numa gigante vermelha a outra componente fica dentro dela, e o seu movimento orbital fica sujeito a forças de atrito que não existiriam no espaço vazio. Isto resultará numa perda de energia orbital e as estrelas aproximar-se-ão gradualmente. Nestas circunstâncias ocorrerá certamente transferência de massa entre as duas estrelas, um factor que complica significativamente a evolução futura do sistema. No entanto, independentemente destas complicações e daqui a dezenas de milhões de anos, cada uma das estrelas irá terminar a sua vida deixando para trás uma anã branca. Capella transformar-se-á num sistema binário composto por duas anãs brancas que poderão orbitar-se mutuamente a uma distância bem inferior aos 108 milhões de km actuais, devido à perda de energia orbital acima referida. Estes sistemas, sabe-se hoje, são os principais percursores de explosões termonucleares designadas de supernovas de tipo Ia. As anãs brancas no sistema binário perdem gradualmente energia orbital devido ao campo gravitacional intenso até que por fim colidem. Durante a fracção de segundo em que ocorre a colisão, dá-se a ignição da fusão explosiva do carbono no interior das estrelas provocando uma explosão termonuclear que as destrói por completo.
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[Um sistema binário formado por duas anãs brancas. As estrelas perdem energia orbital ao longo de milhões de anos devido à emissão de ondas gravitacionais. Essa perda é tanto maior quanto maior for a proximidade das estrelas, pelo que elas se aproximam de forma cada vez mais rápida. Quando, por fim, as estrelas colidem, despoleta-se a fusão explosiva do carbono contido no seu interior. O resultado é uma explosão termonuclear que destrói as duas estrelas e que os astrónomos designam por “supernova de tipo Ia”. Crédito: NASA/Dana Berry, Sky Works Digital.]
A tudo isto poderá assistir o par de anãs vermelhas, as componentes H e L, que acompanha à distância o par de gigantes amarelas. Estas estrelas percorrem órbitas quase circulares em torno de um centro de gravidade comum, mantendo-se a uma distância de 7.2 mil milhões de km, mais do que a distância de Plutão ao Sol. O período orbital é de 388 anos. As componentes H e L são muito pouco maciças, com apenas 0.5 e 0.2 massas solares, e muito pequenas, com cerca de 0.5 e 0.4 vezes o diâmetro da nossa estrela. As anãs vermelhas consomem o seu combustível nuclear a um ritmo muito inferior ao das estrelas mais maciças, sendo por isso muito pouco luminosas. De facto, no seu conjunto, este par de estrelas tem apenas 2% da luminosidade solar! Ambas se encontram na sequência principal, transformando hidrogénio em hélio nas suas regiões nucleares, e aí ficarão durante pelo menos 1 milhão de milhões de anos.
Luís Lopes
Luís Lopes é professor no departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Astrónomo amador há mais de 25 anos, interessa-se pela ciência em geral e pela sua divulgação. Acompanha com especial atenção os desenvolvimentos nas áreas de exoplanetas e da evolução estelar. Gosta de estar com a família, de ler um bom livro, de plantar e ver crescer árvores e de passar noites a observar o céu. Também escreve para o AstroPT de vez em quando ;-)




Capella-Alfa de Auriga






Aldebaran



Estrela Capella e Objeto tipo Planetário Gigante - 2007
Capella - Estrela Binária



Interessante:
O Objeto possível de um Planeta Gigante 
está exatamente na posição do "cabritinho" desta imagem.

Auriga 

Órbita de Capella


Capella : reta Polaris






Himalaya-Auriga-BabakTafreshi
Aurigae e Capella - Taurus e Aldebaran
Himalaia


Estrela Capella


Wolfgang Amadeus Mozart
Rótulo Amadeus - Fine Liquer
Produção Radeir 

Assinatura de Mozart

Licor Austríaco

Esboço Mozart-Brasil - Licor de Café
Semente de Bastão do Imperador entre 5 prismas - Radeir-foto de 2009


Radeir: 1982

Mágica arte - Mozart e Da Vinci
Desmanche do meu retrato de 1988  em 2008

Vi-Láctea  - Gato dourado - detalhe 
Via-Láctea - Gato Azul





Meu Acervo
Fontes:
http://www.astropt.org/2014/11/02/capella-a-estrela-cabra/

GUARIJU : O FRUTO AMAZÔNICO ANTI-INFLAMATÓRIO CONTRA CÂNCER


Frutos da Amazônia - 5 min.


FRUTO AMAZÔNICO TEM EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO CONTRA CÂNCER


O guajiru, fruto da amazônia que hoje é pouco aproveitado, pode fornecer substâncias que combatem processos inflamatórios associados ao câncer. Testes realizados em animais e em células humanas demonstraram que as antocianinas, compostos químicos extraídos do fruto, apresentam ação anti-inflamatória e antimutagênica. O fruto influencia ainda a redução das concentrações de radicais-livres, evitando a destruição de células saudáveis. A pesquisa foi realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) e na Texas A&M University, nos Estados Unidos, porVinicius de Paula Venâncio.
As folhas do guajiruzeiro são utilizadas na medicina popular por auxiliar na diminuição dos níveis de glicose sanguíneos, efeito este já descrito na literatura científica. “Quanto ao fruto, sabe-se apenas que ele possui antocianinas, compostos químicos de interesse na prevenção de doenças, mas não há informações sobre outros compostos e seus efeitos biológicos”, conta Venâncio. “Desse modo, a pesquisa se concentra nos mecanismos dos compostos do fruto e das antocianinas nos processos de instabilidade genética e inflamação, descritos como precursores da carcinogênese (câncer) e da fisiopatologia de doenças crônicas”.
Por se tratar de um fruto subutilizado, não há muitos relatos sobre a disponibilidade do guajiru na Amazônia. Ele é comum em regiões costeiras, portanto há relatos da presença do guajiru nos estados de Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Pará. “Os frutos utilizados nesta pesquisa foram coletados no estado do Pará”, aponta o pesquisador. “O fruto é comestível e utilizado in natura ou na preparação de bebidas. Além disso, também é aproveitado no preparo de doces, como compotas e geleias”.
Nos ensaios com animais (ratos), foi utilizado o fruto inteiro, composto por polpa e casca. Os efeitos foram avaliados nas células do sangue e medula óssea. “Os animais foram tratados com todos os compostos que o fruto possui”, descreve Venâncio. “Nesta etapa, destacaram-se aqui os compostos fitoquímicos (antocianinas, carotenoides e compostos fenólicos), e os elementos químicos magnésio e selênio, que podem ser os responsáveis pelos efeitos benéficos observados nos animais experimentais”.
Antocianinas
Para os ensaios envolvendo culturas de células, foram utilizadas a linhagem CCD-18Co de epitélio normal de cólon e as células HT-29 de câncer de cólon humano. As células foram tratadas com um extrato de guajiru rico em antocianinas. “Antocianinas são uma classe de compostos químicos responsável pela coloração avermelhada ou arroxeada de frutas e outros vegetais”, relata o pesquisador. “As antocianinas presentes em maiores concentrações no guajiru são glicosídeos de delfinidina, cianidina e petunidina. As antocianinas foram extraídas do fruto liofilizado utilizando solventes e colunas cromatográficas”.
Foram realizados ensaios bioquímicos para detecção de radicais livres, ensaios citogenéticos para avaliar danos na molécula do DNA, e marcadores celulares foram utilizados para avaliar a influência do guajiru no processo inflamatório. “Os resultados indicam efeitos antimutagênico, anti-inflamatório e de redução das concentrações de radicais livres”, ressalta Venancio. “Esta foi a primeira vez que os efeitos dos frutos do guajiruzeiro foram avaliados e a primeira vez que as antocianinas isoladas do guajiru apresentaram efeito anti-inflamatório em células de câncer humano”.
Os ensaios realizados até agora tiveram o objetivo de conhecer o fruto do guajiru, sua composição fitoquímica e de minerais e seus efeitos sobre a estrutura do DNA, a geração e neutralização de radicais livres e seus efeitos anti-inflamatórios. “Ainda há um longo processo até que o fruto ou as antocianinas tornem-se de fato fármacos”, observa o pesquisador. “Ensaios pré-clínicos e clínicos, assim como ensaios mecanísticos serão necessários para a alegação funcional deste produto natural, bem como sua utilização na terapêutica”.
Os ensaios em roedores foram realizados no Laboratório de Nutrigenômica da FCFRP, sob orientação da professora Lusânia Maria Greggi Antunes. Alguns experimentos foram realizados sob supervisão da professora Cleni Mara Marzocchi Machado, também da FCFRP. A caracterização fitoquímica do fruto foi realizada pelo grupo da professora Adriana Zerlotti Mercadante, na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A composição de elementos químicos (minerais) essenciais e não-essenciais foi realizada no laboratório do professor Fernando Barbosa Junior, na FCFRP.
Os ensaios com células em cultura e a quantificação e caracterização das antocianinas presentes nos extratos utilizados nesses ensaios foram realizados durante estágio de doutoramento sanduíche naTexas A&M University, nos Estados Unidos, sob orientação do professores Stephen Talcott e Susanne Talcott. O trabalho foi financiado pela Fapesp (bolsa de doutorado no Brasil) e peloConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(apoio financeiro e bolsa de doutorado sanduíche).

Semente de Bastão do Imperador - entre 5 prismas

Mais informações
Vinícius Venâncio
Telefone: (16) 3315-4294

FONTE: Agência USP de Notícias
Júlio Bernardes – Jornalista
Telefone: (11) 3091-4411
E-mail: agenusp@usp.br

segunda-feira, 6 de julho de 2015

CLUBE DA SEMENTE - BRASÍLIA



Clube da Semente - Parte 1/2


Nos últimos 20 anos a pequena vila de Olhos D'Água, município de Luziânia, a 17 km de Brasília, envia para todo o território brasileiro sementes e mudas da nossa flora em quantidades consideráveis. O Clube da Semente, ONG criada em 1988 por Antonio Fernandes e Assis Roberto de Bem, já ajudou a plantar no País mais de 250 milhões de sementes e mudas de jacarandás, ipês, umbuzeiros, jequitibás, mognos e outras diversas árvores de todos os nossos ecossistemas: amazônico, cerrado, caatinga, mata atlântica. Este trabalho é mostrado no documentário Clube da Semente do Brasil, nova produção da TV Câmara



No documentário, Antônio conta seus sonhos e dramas, recorda o amigo De Bem, técnico da Embrapa já falecido. Seu vizinho de porteira, o professor da UnB Armando Farias Neves, cassado pelos militares e anistiado recentemente, conta o início da saga que começou bem antes, com a criação da Feira de Troca. Feira que fez ressurgir o escambo, troca de mercadorias, e atrai interessados e curiosos duas vezes por ano para a pequena Olhos D'Água.



Ficha técnica:

Roberto Stefanelli - direção

Rubem Duarte - edição de imagens

Rodrigo Alex - videografismo

Leandro Ribeiro - imagens

Roberto Corrêa - trilha sonora



Clube da Semente - Parte 2/2 - 10 min












Semente de Café


Semente: Bastão do Imperadpr




Fonte:
julianajdg- Enviado em 13 de mar de 2011
http://www2.camara.gov.br/tv/materias...
Site da ONG Clube da Semente: http://www.clubedasemente.org.br/