sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A PRODUÇÃO DE LINALOL


 
 Produção de linalol a partir do mangericão

Este projeto pretende transformar em produção os resultados de pesquisa desenvolvida no Instituto Agronômico, que mostrou a potencialidade de exploração econômica do linalol obtido a partir do óleo essencial de manjericão. 
O desenvolvimento
desse novo sistema de produção 
é duplamente vantajoso. Primeiramente, porque
pode livrar da extinção a árvore pau-rosa, 
da qual tradicionalmente se extrai o linalol natural. 
 
Em segundo lugar, por oferecer possibilidades concretas de ganho à agricultura familiar da região de Votuporanga (SP), criando um novo segmento no agronegócio: a exploração de óleos essenciais.
 
Enquanto a árvore necessita de mais de três décadas para ter seu fuste cortado e o óleo lá contido extraído, o que exige a eliminação da planta, as folhas da erva podem ser destiladas e produzir óleo essencial três a quatro meses após o plantio, com possibilidade de até três colheitas anuais. 
 
O projeto de pesquisa concluído na primeira etapa deixou clara a viabilidade da exploração econômica do linalol a partir do manjericão, reunindo subsídios suficientes para implantar a industrialização do produto (AU)
 
 Projeto Micropropagação do Pau-rosa
 
Resumo
Este projeto propõe o desenvolvimento de protocolos para micropropagação do Pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke), uma espécie amazônica cujo óleo essencial é muito procurado no mercado internacional de perfumaria e cosméticos, como alternativa para a produção de mudas, limitada por métodos convencionais de propagação, e estatégia para o cultivo da espécie priorizando a preservação das populações naturais em risco de extinção. 
 
As atividades de pesquisa serão consolidadas através da parceria entre o pesquisador e a empresa privada ProClone, unindo a experiência científica à experiência em gerenciamento e mercado na área, para proporcionar a viabilidade técnica e econômica da produção de mudas de Pau-rosa por micropropagação. Dessa maneira, pretende-se produzir mudas de qualidade e em grande escala, com custo relativamente reduzido e produção escalonada. 
 
A comercialização dessas mudas estabelecerá bases tecnológicas sustentáveis para o cultivo intensivo da espécie visando a exploração comercial do óleo essencial de Pau-rosa, de modo a convertê-la novamente em realidade econômica. 
 
Na fase 1 desse projeto, pretende-se produzir plantas matrizes assépticas, fontes de explantes com características mais adequadas para o cultivo "in vitro" (rejuvenecidos e sadios), através da técnica de germinação "in vitro" e promover o estabelecimento desses explantes in vitro, através do controle da contaminação e principalmente da oxidação, problemas frequentes que podem inviabilizar a utilização da micropropagação para espécies lenhosas, como o Pau-rosa. Em adição, na fase 1 pretende-se desenvolver e otimizar técnicas para a produção de partes aéreas (brotações).
 
Assim, serão consolidadas as etapas iniciais que permitirão, posteriormente, a definição de protocolos completos para a produção de mudas de Pau-rosa por micropropagação e a utilização das plantas produzidas para a extração, produção e comercialização do óleo essencial, visando atender a demando do mercado. (AU)
 
 
Linha de fomento:  Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa - PIPE
Linha de fomento: Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa - PIPE
Pesquisador responsável:

Nilson Borlina Maia

Outros projetos de Nilson Borlina Maia Outros projetos do(a) pesquisador(a)
Empresa: Linax Comércio de Óleos Essenciais Ltda
Município: Votuporanga
Instituição: São Paulo (Estado). Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Instituto Agronômico (IAC)
Processo: 02/13051-8
Início: 01 de fevereiro de 2004
Término: 30 de abril de 2007
Bolsa(s) vinculada(s):05/50938-9 - Produção de linalol a partir do óleo essencial de manjericão - uma alternativa ecologicamente sustentável para substituir o linalol do pau-rosa, uma expecie amazônica em risco04/03440-2 -
Área do conhecimento: Ciências agrárias - Agronomia
CDi/FAPESP - 
Centro de Documentação e Informação da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - 
CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
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 Fonte
FAPESP
http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/120726/producao-linalol-partir-oleo-essencial/

PAU - ROSA - Aniba rosaeodora var amazonica



Aniba rosaeodora var amazonica 
Pau-rosa (Aniba rosaeodora var amazonica Ducke syn Aniba Duckei Kostermans) é uma planta da família Lauraceae, também conhecida por: pau-rosa-mulatinho, pau-rosa-itaúba e pau-rosa-imbaúba.

Apresenta diferenças morfológicas e na composição do óleo essencial em relação à espécie nativa da Guiana Francesa, Aniba roseaodora Ducke. Diferenças no aroma também são evidentes entre óleos oriundos de regiões distintas, como as verificadas entre o óleo brasileiro e o franco-guianense.

O Brasil,é o único 
produtor de pau-rosa 
e o primeiro registro de extração 
aconteceu em 1967.
Desde então, estima-se 
que mais de 2 milhões desta árvore 
já tenham sido cortadas irregularmente,
sem a correspondência de replantio.

Destaca-se na produção de óleo essencial de aroma agradável, rico em linalol e muito utilizado na indústria de perfumaria. O óleo para fins comerciais é obtido a partir da destilação da madeira. É considerado uma das matérias-primas do perfume Chanel n° 5 e de vários perfumes europeus e americanos.

Existem três espécies de pau-rosa encontradas desde o sul do México até o princípio da Mata Atlântica, mas a espécie amazônica é a que apresenta a maior concentração de óleo, por isso é explorada incessantemente há décadas, estando ameaçada de extinção.
Diferente da seringueira, 
que explorada racionalmente 
pode produzir látex por décadas, 
a árvore do pau-rosa precisa ser abatida 
para a extração do óleo da casca. 
O corte predatório é que está levando ao desaparecimento da planta. Como a procura pelo óleo é intensa (o preço atual no mercado internacional é de US$ 28 o litro), é grande a corrida em direção às poucas árvores nativas que ainda restam na floresta.

Devido aos riscos de extinção, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) condiciona os extratores de óleo de pau-rosa a fazer a reposição de mudas segundo quantidade exportada, sendo 80 mudas para cada tambor de 180 kg de óleo exportado; e condiciona o corte de seus troncos, na Amazônia, a 50 cm do solo, para que haja rebroto.
Entretanto, o Ibama calcula que, entre 2003 e 2008, as exportações do pau-rosa tenha sido cerca de 500% maiores que as permitidas.

Outra tentativa preservacionista envolve a inclusão da árvore na lista de produtos controlados pela Convenção do Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites).
As tentativas de preservação também têm relação com a ameaça às populações naturais do Pará e Amapá.


 Fonte