terça-feira, 7 de julho de 2015

GUARIJU : O FRUTO AMAZÔNICO ANTI-INFLAMATÓRIO CONTRA CÂNCER


Frutos da Amazônia - 5 min.


FRUTO AMAZÔNICO TEM EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO CONTRA CÂNCER


O guajiru, fruto da amazônia que hoje é pouco aproveitado, pode fornecer substâncias que combatem processos inflamatórios associados ao câncer. Testes realizados em animais e em células humanas demonstraram que as antocianinas, compostos químicos extraídos do fruto, apresentam ação anti-inflamatória e antimutagênica. O fruto influencia ainda a redução das concentrações de radicais-livres, evitando a destruição de células saudáveis. A pesquisa foi realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) e na Texas A&M University, nos Estados Unidos, porVinicius de Paula Venâncio.
As folhas do guajiruzeiro são utilizadas na medicina popular por auxiliar na diminuição dos níveis de glicose sanguíneos, efeito este já descrito na literatura científica. “Quanto ao fruto, sabe-se apenas que ele possui antocianinas, compostos químicos de interesse na prevenção de doenças, mas não há informações sobre outros compostos e seus efeitos biológicos”, conta Venâncio. “Desse modo, a pesquisa se concentra nos mecanismos dos compostos do fruto e das antocianinas nos processos de instabilidade genética e inflamação, descritos como precursores da carcinogênese (câncer) e da fisiopatologia de doenças crônicas”.
Por se tratar de um fruto subutilizado, não há muitos relatos sobre a disponibilidade do guajiru na Amazônia. Ele é comum em regiões costeiras, portanto há relatos da presença do guajiru nos estados de Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Pará. “Os frutos utilizados nesta pesquisa foram coletados no estado do Pará”, aponta o pesquisador. “O fruto é comestível e utilizado in natura ou na preparação de bebidas. Além disso, também é aproveitado no preparo de doces, como compotas e geleias”.
Nos ensaios com animais (ratos), foi utilizado o fruto inteiro, composto por polpa e casca. Os efeitos foram avaliados nas células do sangue e medula óssea. “Os animais foram tratados com todos os compostos que o fruto possui”, descreve Venâncio. “Nesta etapa, destacaram-se aqui os compostos fitoquímicos (antocianinas, carotenoides e compostos fenólicos), e os elementos químicos magnésio e selênio, que podem ser os responsáveis pelos efeitos benéficos observados nos animais experimentais”.
Antocianinas
Para os ensaios envolvendo culturas de células, foram utilizadas a linhagem CCD-18Co de epitélio normal de cólon e as células HT-29 de câncer de cólon humano. As células foram tratadas com um extrato de guajiru rico em antocianinas. “Antocianinas são uma classe de compostos químicos responsável pela coloração avermelhada ou arroxeada de frutas e outros vegetais”, relata o pesquisador. “As antocianinas presentes em maiores concentrações no guajiru são glicosídeos de delfinidina, cianidina e petunidina. As antocianinas foram extraídas do fruto liofilizado utilizando solventes e colunas cromatográficas”.
Foram realizados ensaios bioquímicos para detecção de radicais livres, ensaios citogenéticos para avaliar danos na molécula do DNA, e marcadores celulares foram utilizados para avaliar a influência do guajiru no processo inflamatório. “Os resultados indicam efeitos antimutagênico, anti-inflamatório e de redução das concentrações de radicais livres”, ressalta Venancio. “Esta foi a primeira vez que os efeitos dos frutos do guajiruzeiro foram avaliados e a primeira vez que as antocianinas isoladas do guajiru apresentaram efeito anti-inflamatório em células de câncer humano”.
Os ensaios realizados até agora tiveram o objetivo de conhecer o fruto do guajiru, sua composição fitoquímica e de minerais e seus efeitos sobre a estrutura do DNA, a geração e neutralização de radicais livres e seus efeitos anti-inflamatórios. “Ainda há um longo processo até que o fruto ou as antocianinas tornem-se de fato fármacos”, observa o pesquisador. “Ensaios pré-clínicos e clínicos, assim como ensaios mecanísticos serão necessários para a alegação funcional deste produto natural, bem como sua utilização na terapêutica”.
Os ensaios em roedores foram realizados no Laboratório de Nutrigenômica da FCFRP, sob orientação da professora Lusânia Maria Greggi Antunes. Alguns experimentos foram realizados sob supervisão da professora Cleni Mara Marzocchi Machado, também da FCFRP. A caracterização fitoquímica do fruto foi realizada pelo grupo da professora Adriana Zerlotti Mercadante, na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A composição de elementos químicos (minerais) essenciais e não-essenciais foi realizada no laboratório do professor Fernando Barbosa Junior, na FCFRP.
Os ensaios com células em cultura e a quantificação e caracterização das antocianinas presentes nos extratos utilizados nesses ensaios foram realizados durante estágio de doutoramento sanduíche naTexas A&M University, nos Estados Unidos, sob orientação do professores Stephen Talcott e Susanne Talcott. O trabalho foi financiado pela Fapesp (bolsa de doutorado no Brasil) e peloConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(apoio financeiro e bolsa de doutorado sanduíche).

Semente de Bastão do Imperador - entre 5 prismas

Mais informações
Vinícius Venâncio
Telefone: (16) 3315-4294

FONTE: Agência USP de Notícias
Júlio Bernardes – Jornalista
Telefone: (11) 3091-4411
E-mail: agenusp@usp.br

segunda-feira, 6 de julho de 2015

CLUBE DA SEMENTE - BRASÍLIA



Clube da Semente - Parte 1/2


Nos últimos 20 anos a pequena vila de Olhos D'Água, município de Luziânia, a 17 km de Brasília, envia para todo o território brasileiro sementes e mudas da nossa flora em quantidades consideráveis. O Clube da Semente, ONG criada em 1988 por Antonio Fernandes e Assis Roberto de Bem, já ajudou a plantar no País mais de 250 milhões de sementes e mudas de jacarandás, ipês, umbuzeiros, jequitibás, mognos e outras diversas árvores de todos os nossos ecossistemas: amazônico, cerrado, caatinga, mata atlântica. Este trabalho é mostrado no documentário Clube da Semente do Brasil, nova produção da TV Câmara



No documentário, Antônio conta seus sonhos e dramas, recorda o amigo De Bem, técnico da Embrapa já falecido. Seu vizinho de porteira, o professor da UnB Armando Farias Neves, cassado pelos militares e anistiado recentemente, conta o início da saga que começou bem antes, com a criação da Feira de Troca. Feira que fez ressurgir o escambo, troca de mercadorias, e atrai interessados e curiosos duas vezes por ano para a pequena Olhos D'Água.



Ficha técnica:

Roberto Stefanelli - direção

Rubem Duarte - edição de imagens

Rodrigo Alex - videografismo

Leandro Ribeiro - imagens

Roberto Corrêa - trilha sonora



Clube da Semente - Parte 2/2 - 10 min












Semente de Café


Semente: Bastão do Imperadpr




Fonte:
julianajdg- Enviado em 13 de mar de 2011
http://www2.camara.gov.br/tv/materias...
Site da ONG Clube da Semente: http://www.clubedasemente.org.br/

domingo, 21 de junho de 2015

ABELHAS E OS AGROTÓXICOS - Ciência Sem Limites


Na Unesp de Rio Claro, 
o pesquisador Osmar Malaspina fala sobre o efeito 
do uso de agrotóxicos nas abelhas.

No Brasil, ( e no mundo) 
está é a maior causa do desaparecimento do inseto.

Fontes:
Assista este e outros programas acessando 
http://www.tv.unesp.br/cienciasemlimites
Publicado em 19 de jun de 2015-Licença padrão do YouTube


ADUBAÇÃO DE BAIXO CUSTO -Ciência Sem Limites

Adubação de baixo custo - 24 min.

Na Unesp de Botucatu, campus Lageado, ]o pesquisador Thomaz Lobo 
pesquisa novos compostos orgânicos na agricultura.

Nos seus estudos, 
Lobo mostra como fazer adubos de baixo custo e alto rendimento, 
gerando economia e melhor produtividade.



Adubo orgânico para Orquídeas - 3 min.



Aprenda: Compostagem  100% vegetal - 15 min.



Aprenda: Adubo líquido - 1 min.


Minhocário doméstico - 3 min.



Fontes
Assista mais programas:
 http://www.tv.unesp.br/cienciasemlimites
Publicado em 26 de mai de 2015- Licença padrão do YouTube
 Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

COMO SE TORNAR UMA ÁRVORE



Como se tornar uma árvore
Sepultamentos que transformam restos mortais em plantas crescem em número de adeptos na Alemanha. Para muitos, trata-se de uma forma de retribuir à natureza pela vida.
Que árvore você gostaria de ser: um carvalho, um bordo vermelho ou uma castanheira? Na Alemanha cada vez mais pessoas se fazem essa pergunta, e não em tom de brincadeira, afirma Roger Moliné. Ele é o fundador da empresa Urnabios, especializada em urnas funerárias que se transformam em árvores. Dentro do recipiente biodegradável são colocadas sementes sobre as cinzas humanas. Em poucos anos, brota uma nova vida a partir dos restos mortais.
Moliné já vendeu aproximadamente 20 mil de suas urnas biodegradáveis. Segundo ele, a maioria das pessoas escolhe virar um bordo vermelho – árvore da folha estampada na bandeira do Canadá.
Sepultamentos orgânicos, como são chamados, estão em alta na Alemanha. E para aqueles que acham radical demais transformar-se em uma árvore, também há a possibilidade de apenas ser enterrado sob uma: só na Alemanha há mais de 300 florestas destinadas a enterros naturais.
Sem cruz, mas uma placa com nome: a variante sutil de memória em um cemitério florestal








Descanso na floresta
Enterros alternativos são uma tendência, confirma Jana Giess, do mais antigo estabelecimento a realizar sepultamentos naturais na Alemanha, FriedWald. Cerca de 54 mil pessoas estão enterradas em florestas alemãs, e outras 135 mil já planejaram seus funerais arbóreos com antecedência.
"O ar livre, as árvores, o balançar das folhas, a cantoria dos pássaros. Para muitos isso é reconfortante. São momentos que tendem não ser 'vivenciados' num cemitério tradicional", afirma Giess.
Segundo ela, muitos dos que deixam suas cinzas serem enterradas em florestas são amantes da natureza: donos de cães, pessoas que gostavam de fazer trilhas ou passavam bastante tempo nas florestas. Mas também há aqueles que simplesmente veem um cemitério comum como um lugar angustiante.
As florestas destinadas aos enterros naturais não possuem cruzes. Elas são substituídas por uma discreta placa com o nome da pessoa pregado na árvore. Caso o falecido queira permanecer anônimo, o túmulo é imperceptível.
Árvore nasce de uma urna biodegradável a partir de restos mortais


















Mas não significa que quem escolhe o sepultamento natural seja necessariamente ateu – muitos dos enterros foram acompanhados por rituais cristãos, conta Giess.
Diferente dos cemitérios tradicionais, onde os familiares colocam flores sobre as sepulturas, nas florestas de descanso tudo deve permanecer o mais natural possível. Há musgos, samambaias e flores silvestres. E o fato de os familiares não serem obrigados a cuidar das sepulturas por décadas é outro argumento favorável ao sepultamento natural.
Retribuir à natureza
Mas questões práticas e amor pela natureza não são tudo, garante Hannah Rumble. A antropóloga britânica pesquisou por vários anos por que há pessoas que optam por um enterro natural em florestas. Segundo a pesquisadora, elas não estão pensando somente em si mesmas, mas também no meio ambiente. Trata-se de dar à natureza algo em retribuição pela vida.
"Como o corpo não está embalsamado, as covas são mais rasas e os caixões, biodegradáveis, o corpo se transforma numa espécie de fonte de vida nova. O processo de decomposição deixa de ser algo nojento, mas simplesmente a origem de uma nova vida, de terra ou árvores. Isso reconforta imensamente as pessoas", explica a antropóloga.
De certa forma é como se a vida fosse estendida. Em vez de enxergar vida e morte como opostos, pessoas que querem ser enterradas na natureza encaram a vida e a morte como algo contínuo, explica Rumble. "Tudo passa a fazer parte do ciclo da vida."

Fonte:
http://www.dw.de/como-se-tornar-uma-arvore/a-18370610