domingo, 13 de setembro de 2015

NABO - ALIMENTO E REMÉDIO




Nabo


O nabo é uma planta herbácea, bienal, do gênero Brassica, que possui folhas oblongas, ásperas, pubescentes de coloração verde médio a verde escuro, com flores  amarelas agrupadas numa haste floral, cultivada em várias regiões temperadas do mundo por ter tubérculos comestíveis. Estes tubérculos que são encontrados em formatos variados podem ter coloração uniforme ou bicolor, sendo as cores mais comumente encontradas o branco e o roxo. Os tubérculos de nabo são conhecidos pelo sabor característico levemente amargo, porém refrescante, apreciado na culinária de vários países principalmente em saladas.

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Brassicales
  FamíliaBrassicaceae
Gênero: Brassica
Espécie: Brassica rapa


Da família Brassicaceae, da qual estão inclusas mais de três mil espécies, entre elas a mostarda, o repolho e a couve, o nabo, assim como os outros membros do gênero Brassica, é de origem européia e foi introduzido no Brasil pelos colonizadores portugueses. Desde então, tem sido parte da alimentação dos brasileiros por ser um alimento saboroso e bastante nutritivo.

Os tubérculos de nabo são ricos em vitamina C, fibras e sais minerais como o potássiosódio,cálcio e fósforo. Por conter baixas calorias (100 gramas de nabo oferece apenas 35 calorias), o nabo é muito indicado em dietas de restrições calóricas, por ser leve e ainda ajudar no processo de digestão. Além disto, o nabo possui muitas propriedades medicinais. Ele é diurético, expectorante, purificador do sangue, emoliente, antipirético, alcalinizante e possui um leve efeito laxativo. No entanto, nos tubérculos também são encontradas quantidades mensuráveis de oxalatos, substâncias que se excessivamente concentrada nos fluidos corporais podem se cristalizar e causar sérios danos a saúde.

As folhas de nabo também são comestíveis e seu sabor é semelhante ao de mostarda. Mais nutritivas do que os tubérculos, as folhas de nabos são uma excelente fonte de beta-caroteno (Vitamina A), contêm boas doses de vitamina KC, folatos e cálcio. Além disto, as folhas possuem uma substância chamada luteína, um poderosos antioxidante carotenóide.

Os nabos se desenvolvem muito bem em solos moderadamente profundos, bem drenados e férteis, cujo PH esteja em torno de 6,5 a 7,0. Requerem boa luminosidade e são cultivados o ano todo no Brasil. Porém, a época de plantio mais recomendada é durante os meses de fevereiro a julho. A condição climática ideal para os nabos são temperaturas que estejam em torno de 14 a 22ºC e conseguem suportar geadas ligeiras.

Assim como todas as plantas, os nabos estão susceptíveis aos ataques de várias pragas agrícolas como os pulgões, também chamados de piolhos-das-plantas. Estes seres diminutos se alimentam da seiva da planta causando sérios estragos e uma forma de combatê-los é pulverizando sulfato de nicotina nas plantas.

Xarope de Nabo para tosse - 5 min.

Mira al daikon (nabo em japonês )- 27 s.

Arroz com Nabos -



Sopa de carne e nabo - 3 min.

Sashimi - como preparar Daikon - 5 min.

Tortilha de nabo - 5 min.
Remédio caseiro para bronquite - 3 min.

Nabo e seus Benefícios e Propriedades



Antipirético e desintoxicante 
 Nabo alivia a artrite reumatóide
ajuda a dispersar a congestão pulmonar
ajuda a promover a saúde do colón
protege contra a aterosclerose
depurativo do sangue e diurético

O nabo é rico em nutrientes, digestivo e rico em vitaminas e minerais 
ajuda a diminuir os níveis de radicais livres e pode ajudar a diminuir a incidência de tumores do cólon.

100 de gramas de nabo contém apenas 35 calorias
Uma xícara de nabo cozido contém apenas 30 calorias e fornece 18 mg de vitamina C (quase um terço da necessidade diária), 35 mg de cálcio e 210 mg de potássio. É também uma boa fonte de fibras solúveis que ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue.

As folhas de nabo são mais nutritivas do que as raízes.
Uma xícara de folhas cozidas fornece 40 mg de vitamina C, aproximadamente 200 mg de cálcio e quase 300 mg de potássio. Além disso, ao contrário das raízes, as folhas são uma excelente fonte de beta-caroteno, um antioxidante que o organismo transforma em vitamina A. A mesma xícara de folhas cozidas contém quase 4.000U.I de vitamina A, que é 80% da RDA (Ingestão Dietética Recomendada) para adultos.

A Vitamina A suporta o funcionamento adequado do sistema imunológico, assim como ajuda o corpo a produzir e manter as membranas saudáveis

A vitamina C e a vitamina E, fornecida pelo nabos trabalham em conjunto para eliminar os radicais livres que podem agravar a lesão articular. Desde a artrite reumatóide pode causar perda óssea

 O nabo é um alimento eficaz para a limpeza e tratamento dos distúrbios do muco brônquico como tosse, bronquite e asma. É dito que comer nabos ajuda a dispersar a congestão pulmonar.

Conheça os Benefícios do Nabo (Daikon), 
Indispensável na Culinária Japonesa

Depois de ler este artigo, acredito que muitos passarão a adotar o daikon no cardápio diário.
O nabo é uma planta de horta de raiz comestível e folhas também, é cultivado há 4.000 anos e com razão.
É barato, saudável e fácil de preparar e de cultivar, facilita a digestão e o aproveitamento de gorduras. O nabo também contém lisina, um aminoácido que pode ajudar a prevenir e controlar resfriados. Muito utilizado de forma decorativa na culinária japonesa, o nabo tem poucas calorias e um alto teor de nutrientes.
O daikon (nabo) é um legume consumido há séculos, trazido ao Japão pela China por volta do ano 710, legume semelhante à cenoura e ao rabanete, com qrande variedades, que se diferenciam pelo tamanho e pela forma. Alguns têm raízes compridas, outros redondas e há ainda outros de forma achatada, sendo as cores mais comumente encontradas o branco e o roxo.
Cru ou cozido, o nabo substitui sem fazer feio a maioria dos pratos de batata: é chamado de “batata da culinária ancestral”. Parte do preconceito contra o nabo vem da idade média: por ser comum e de cultivo fácil, o nabo era amplamente consumido pelos pobres, sendo seu consumo evitado nas mesas da nobreza.
Por outro lado, o nabo foi tradicionalmente preterido pela batata, já que a batata servia, entre outros usos, para a fabricação de bebidas alcóolicas; mas com a recente valorização dos alimentos frescos e suas qualidade nutritivas e benéficas à saúde, o nabo vem construindo prestígio e conquistando lugar nas receitas mais sofisticadas.

Benefícios e valor nutritivo

Sua função é aguçar o paladarmelhorar a digestão e prevenir contra o câncer. Além disso, é rico em vitaminas A e Cbom para a tosse, e suas folhas e talos são usadas na prevenção da osteoporose e no combate à anemia.
 Rico em sais minerais como cálcio (mineral fundamental para a formação dos ossos e dentes), ferro, potássio, zinco e cobre
♦ O nabo tem propriedades diuréticas e as fibras ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue.
 É rico em celulose, que estimula a ação dos intestinos.
 Contêm fibras que ajudam o trânsito intestinal e as pessoas que querem manter o corpo em forma. Rico em vitaminas B e C, o alimento ajuda a conservar a saúde do sistema imunológico e o bom funcionamento do sistema nervoso.
 Contém também substâncias conhecidas por heterosídeos, que têm propriedades anticancerígenas”.
Restrições
O consumo de nabo pode gerar gases. Pessoas com distúrbios de tireoide devem evitar seu consumo, pois ele contém substâncias que podem interferir na produção de hormônios pela glândula tireoide.

Conservação do daikon

nabo pode ser guardado dentro ou fora da geladeira. Na geladeira dura mais tempo, mas deve ser colocado em saco plástico e mantido na gaveta da mesma. No ambiente natural, deve ficar em lugar seco e arejado, longe da luz do sol e bem protegido dos insetos. Cuide para que não fique amontoado, para evitar que germinem.

Nabo e a culinária japonesa

Daikon é utilizado na culinária japonesa de várias formas: cru, em saladas. ralado (oroshi), em cozidos, nabes, fritos, acompanha também peixes, frangos e carnes.
Nabo, valor nutritivo e a culinária japonesa.
O nabo ralado (daikon oroshi) e a salada de daikon cortado em tirinhas fininhas que acompanham sashimi, peixes grelhados, tempura, muitas vezes deixados no prato, são considerados um desperdício na cultura japonesa, pois é um medicamento digestivo que previne o câncer, além de auxiliar na digestão.
Nabo, valor nutritivo e a culinária japonesa.2
A sabedoria popular dos antigos é encontrada ainda hoje, na produção de conservas tanto caseiras como industriais. O tsukemono (conserva) de daikon, mais conhecido como takuan, pode ser encontrado na cor branca, amarela ou rosada, também acompanha muitos obentôs (marmitas) e refeições tradicionais tanto em casa ou nos restaurantes.

Os japoneses também desenvolveram técnicas para conservar o daikon, secando ao sol o legume inteiro, fatiado ou cortado em tirinhas (kirboshi daikon). Nutricionaistas estudaram o kiriboshi daikon e verificaram a presença de uma subtância chamada lignina, que exerce nos vegetais a mesma função que o colágeno cumpre nos animais, ou seja, unir as células entre si. Além disso, a lignina diminui o nível de colesterol sanguineo e previne a incidência de câncer.

O suco do nabo ralado alivia a azia e a ressaca.
O nabo cru cortado em rodelas finas e colocado em vasilhame fechado junto com mel, produz um líquido transparente quando murcha. Esse líquido tomado após uma boa mexida é bom para combater tosses e catarros.

Nabo, valor nutritivo e a culinária japonesa.4
As folhas de nabo também são comestíveis e seu sabor é semelhante ao de mostarda. Os japoneses também aproveitam as folhas do nabo na culinária, refogando ou fazendo conservas. Mais nutritivas do que os tubérculos, as folhas de nabos são uma excelente fonte de beta-caroteno (Vitamina A), contêm boas doses de vitamina KC, folatos e cálcio. Além disto, as folhas possuem uma substância chamada luteína, um poderoso antioxidante carotenóide.
As folhas secas colocadas no banho de imersão servem para aquecer o organismo sendo indicadas para pessoas sensíveis ao frio.

Dica de receita caseira

No site Tua Saúde, encontramos uma receita de suco de nabo para fortalecer os ossos:
Um excelente remédio caseiro para fortalecer os ossos é o suco de nabo. Para preparar este suco são necessários os seguintes ingredientes: 1 xícara de nabo e 1 copo de suco de limão.
Para preparar este remédio caseiro corte o nabo em pequenas rodelas e adicione-o no liquidificador juntamente com o suco de limão. Bata bem até obter uma mistura homogênea e o suco está pronto para ser bebido.
O nabo é a hortaliça que possui maior quantidade de cálcio e potássio, essa combinação além de fortalecer os ossos, fortalece os dentes, cabelos e unhas. A hortaliça também é rica em magnésio, o que ajuda o organismo a absorver melhor os nutrientes. Aumente o consumo de nabo, você pode utilizá-lo em forma de sucos, saladas e na sua forma natural. Cuidados com a alimentação são fundamentais para uma vida mais saudável. Veja mais receitas caseiras no site Tua Saúde – http://www.tuasaude.com/c/remedios-caseiros/
nabo
O nabo pode ser consumido por completo e todas as suas partes apresentam substâncias importantes para a manutenção do organismo. Entre elas estão:
  • Raiz – A raiz do nabo possui alta concentração de vitamina C. A vitamina C é importante, pois auxilia no controle da imunidade do organismo.
  • Folhas – As folhas são os principais repositórios de nutrientes do nabo. A folha do nabo possui um fitonutriente bastante complexo. Este fitonutriente é capaz de estimular a ação antioxidante do alimento, oferecendo proteção às células, mas principalmente, combatendo os radicais livres. Nas folhas também é possível encontrar:
    • Vitamina K
    • Vitamina E
    • Vitamina A
    • Vitamina C
    • Betacaroteno
    • Manganês
    • Ômega 3
O nabo está incluído no grupo de alimentos que são considerados alimentos de calorias negativas. Portanto, consumi-lo pode ser uma ótima pedida para sua dieta uma vez que ele ajudará seu corpo a queimar mais caloria do que consome.
Além de todas essas propriedades, o nabo, como já dito, é considerado um “purificador do sangue”. Isso se deve ao fato de que ele tem importante papel na eliminação de toxinas pelo corpo quando consumido. Eliminar toxinas pelo corpo é importante, pois além de impedir a formação de tumores no futuro, impede também a retenção de líquidos, diminuindo o inchaço a curto prazo.
naboEficaz para a limpeza e tratamento dos distúrbios do muco brônquico como tosse, bronquite e asma. É dito que comer nabos ajuda a dispersar a congestão pulmonar.
O nabo é um alimento de gosto um pouco amargo, o que faz com que muitas pessoas não gostem de incluí-lo na dieta, porém, se combinado com os alimentos e condimentos corretos, se torna um saboroso alimento. Uma boa opção de consumo é cortar fatias finas e consumir junto a uma sala de folhas diversas.
 O tempero fica por conta de azeite, limão e uma pitada de sal.
O nabo é amplamente apreciado em diferentes lugares do mundo. Por aqui, o nabo, além de ser um ótimo alimento, sempre foi amplamente apreciado nos trocadilhos, a maioria bem infame!
Há uma variedade de nabos que poderemos estar consultando nesse catálogo da Horto/Sementes.
Esse artigo tem autoria e consultas: Aline Augusto Mesquita (Web Designer, programadora, redatora e criadora de artigos, treinamentos e apresentações) complementos consultados pelo Guia Saudável.

Dica de links de receitas com nabo

  • No site do PetChef encontrará 56 receitas com nabo
    http://pt.petitchef.com/receitas/nabo
  • No Almanaque Culinário encontrará 10 receitas com nabo e outras sugestões
    http://www.almanaqueculinario.com.br/receita/ingrediente/nabo/
  • Fontes:
  • http://www.infoescola.com/plantas/nabo/ -
  •  http://projetoinovador.spaceblog.com.br/86862/Nutricao-Nabo-previne-caibras-e-regula-o-intestino/ - http://beneficiodoslegumesnasaude.blogspot.com.br/2013/06/nabo-e-seus-beneficios-e-propriedades.html -
  •   http://www.istoejapao.com/535/conheca-os-beneficios-do-nabo-daikon-indispensavel-na-culinaria-japonesa/#ixzz3ld4LO45O -
  •    http://www.istoejapao.com/535/conheca-os-beneficios-do-nabo-daikon-indispensavel-na-culinaria-japonesa/#ixzz3ld3Z5LwR


terça-feira, 7 de julho de 2015

CAPELLA - AURIGA e BANCO DE IMAGENS



Capella, a Estrela Cabra

por Luis Lopes
Himalaya-Auriga-BabakTafreshi

[Capella e a constelação do Cocheiro aparecendo no horizonte Este,
 próximo de Namche Bazar, no Nepal. Crédito: Babak Tafreshi.]

Com o seu brilho intenso e dourado, Capella, estrela α e a mais brilhante das que compõem o enorme asterismo pentagonal que marca a constelação do Cocheiro (Auriga), aparece cada vez mais cedo no horizonte nordeste durante o Outono. O nome da estrela é um diminutivo do latim capra, e quer dizer literalmente “pequena cabra”. O asterismo formado por Capela e um grupo de três estrelas próximas — ε, η e ζ do Cocheiro — formava na antiguidade uma constelação separada, representando uma cabra com duas crias. Em De Astronomia, uma obra publicada em 1482, constituída por uma compilação de textos atribuídos a Higino (séc. I a.C.), e que provavelmente reproduzem mitos narrados numa outra obra mais antiga, Catasterismi, atribuída por sua vez a Eratóstenes (séc. III a.C.), encontramos a seguinte referência ao asterismo:
Parmeniscus diz-nos que um certo Melisseus era rei de Creta quando Zeus foi entregue aos cuidados das suas filhas. Estas, não tendo leite com que o amamentar, deixaram-no ao cuidado de uma cabra, Amalteia de seu nome, que, diz-se, o criou. Amalteia frequentemente paria duas pequenas crias, incluindo na altura em que Zeus ficou ao seu cuidado. E assim, pela bondade da mãe (Amalteia), as crias foram também colocadas no firmamento entre as constelações. Diz-se que foi Cleostratus de Tenedos que identificou pela primeira vez estas crias entre as estrelas.
Tanto quanto se sabe, a integração deste asterismo com a constelação actual do Cocheiro é devida a Cláudio Ptolemeu, na sua obra fundamental Almagesto, que pela primeira vez juntou o dito asterismo com o resto das estrelas da constelação actual do Cocheiro, formando a imagem de um condutor de uma quadriga com uma cabra e as crias ao colo. [Nota: o Almagesto é um tratado matemático e astronómico datado do século II d.C., que se transformou numa das obras mais influentes de todos os tempos, descrevendo, entre outras coisas, o modelo geocêntrico do Universo que prevaleceu até ao século XV.]
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[A constelação do Cocheiro (Auriga) 
com os limites actuais fixados pela União Astronómica Internacional.]

Os mitos associados à constelação refletem esta origem híbrida. Como foi referido, Capella, a pequena cabra com dois filhotes, é normalmente associada à figura de Amalteia. Segundo o poeta grego Hesíodo (séc. VII-VIII a.C.) Cronos usurpou o poder a seu pai, Urano, o deus do céu, tornando-se no líder dos deuses. A sua esposa e irmã, Reia, deu à luz vários filhos que Cronos devorava à nascença receando uma profecia que estabelecia que um deles, um dia, iria também derrotá-lo e tornar-se rei dos deuses, estabelecendo uma nova ordem. Descontente com o comportamento de Cronos, Reia, aquando do nascimento de Zeus, o seu último filho, enganou Cronos dando-lhe uma pedra enrolada em mantas para devorar. Em seguida enviou Zeus para o exílio, em Creta, onde foi criado pela cabra Amalteia. Já adulto, Zeus conseguiu mascarar a sua identidade e imiscuir-se na côrte de Cronos como um serviçal. Com a ajuda de Metis (sua prima, filha dos titãs Oceano e Tétis), ofereceu a Cronos uma poção que o fez vomitar, um a um, todos os seus irmãos, previamente devorados. Zeus e os seus irmãos, em particular Hades e Poseidon, moveram uma rebelião contra Cronos e os restantes titãs que terminou com a vitória da nova geração de deuses e o aprisionamento dos titãs nas profundezas infernais do Tártaro.
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[A constelação do Cocheiro representada na obra Uranographia do astrónomo polaco do século XVII, Johannes Hevelius. Capella marca o centro do corpo da cabra e as estrelas ε, η e ζ marcam o corpo das crias. O resto das estrelas da constelação mostram a figura de um cocheiro segurando as rédeas de uma quadriga numa das mãos e as cabras na outra. As constelações estão representadas com a orientação horizontal invertida relativamente à sua posição normal no céu nocturno.]
A origem mitológica do Cocheiro é mais obscura, sendo frequentemente apontados episódios diversos para justificar a sua presença entre as constelações. Um desses mitos refere-se a Erictónio de Atenas, filho de Hefesto (deus dos ferreiros, dos artesãos, dos escultores, dos metais, da metalurgia, do fogo e dos vulcões) e de Atena (deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia em batalha, das artes e da justiça). A invenção da quadriga, uma carruagem de 4 cavalos, é geralmente atribuída a Erictónio que a utilizou numa rebelião contra Anfictião, então rei de Atenas. A quadriga foi criada à imagem da utilizada por Hélio, o deus solar, na sua viagem diurna pelo firmamento, que era puxada por quatro cavalos alados — Pírois, Eoo, Éton e Flégon. Zeus, impressionado pela ingenuidade de Erictónio, colocou-o entre as constelações. Uma outra lenda associa a constelação com Mírtilo, filho de Hermes (mensageiro dos deuses e deus dos viajantes e dos comerciantes) e cocheiro de Enomau, rei de Pisa. A quadriga de Mírtilo foi destruída numa corrida entre pretendentes à mão da princesa Hipodâmia, filha de Enomau. Mírtilo alcançou a eternidade entre as constelações quando o pretendente bem sucedido, Pélope, o assassinou, isto apesar de Mírtilo o ter ajudado a ganhar o concurso pela mão da princesa. Após a sua morte, Hermes colocou Mírtilo no céu. Existem outras lendas menos conhecidas que envolvem quadrigas e que são de algum modo associadas à constelação do Cocheiro. Esta variedade de mitos reflecte provavelmente o papel central da quadriga na sociedade grega e parece ser o motivo de fundo para a sua comemoração no firmamento.
helios

[Cerâmica grega ilustrando a quadriga em que viajava Hélio, o deus solar, durante o dia (séc. V a.C.). Crédito: British Museum.]
Capella, a estrela α e luminária da constelação, situa-se a apenas 42 anos-luz e é uma estrela notável. Trata-se de um sistema quádruplo, com um par de estrelas gigantes amarelas muito próximas, cuja luz combinada vemos como uma das estrelas mais brilhantes do céu, e um outro par de estrelas, mais afastado, constituído por duas anãs vermelhas, pouco luminosas e visíveis apenas com um telescópio. Os dois pares de estrelas partilham a mesma trajectória no espaço, mas a distância entre eles é tão grande que é difícil estabelecer se o par de anãs vermelhas orbita o par de gigantes amarelas. Se o fizer o período orbital deverá ser da ordem das centenas de milhares ou mesmo milhões de anos.
O par de gigantes amarelas é constituído por estrelas, designadas por Aa e Ab, com 2.7 e 2.5 massas solares que se orbitam mutuamente a uma distância de 108 milhões de km, sensivelmente a distância que separa Vénus do Sol, e com uma periodicidade de 104 dias. A componente Aa, mais maciça, é a maior e mais luminosa das gigantes. Com 12 diâmetros solares, tem uma temperatura superficial de 4900 Kelvin, mais fria do que os 5800 Kelvin do Sol, e é 79 vezes mais luminosa do que a nossa estrela. A componente Ab, por seu lado, tem 9 diâmetros solares, uma temperatura superficial de 5800 Kelvin e é 77 vezes mais luminosa do que o Sol. A maior das gigantes tem uma rotação lenta de 106 dias, que contrasta com os 9 dias da mais pequena. Ambas as estrelas apresentam uma actividade magnética considerável e são uma fonte de raios X intensa, detectada por vários satélites que observam nessa região do espectro electromagnético.
Capella
[As componentes do sistema quádruplo Capella — um par de estrelas gigantes, designadas por Aa e Ab, e um par de anãs vermelhas, designadas por H e L. As estrelas são apresentadas à escala com o Sol como termo de comparação.]
A natureza binária de Capella foi estabelecida por William Campbell, do Observatório de Lick, em 1899, baseando-se na análise do espectro da estrela — Capella é uma binária espectroscópica. Vários observadores tentaram depois detectar o par visualmente mas sem sucesso. As duas componentes foram separadas pela primeira vez em 1919 com um telescópio especial, um interferómetro, por dois astrónomos do Observatório de Monte Wilson, John Anderson e Francis Pease, que publicaram posteriormente uma órbita para o par de estrelas. Uma órbita muito mais precisa foi publicada em 1994, baseada em observações realizadas com um outro interferómetro, o Mark III, também situado no Observatório de Monte Wilson. A partir desta órbita foi possível deduzir os valores das massas e as dimensões das estrelas individuais referidas neste artigo. Em Setembro de 1995, Capella foi fotografada com um outro interferómetro, o COAST (Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope), proporcionando as primeiras imagens “normais” do par com as componentes completamente separadas.
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[As duas estrelas gigantes do par central de Capella fotografadas pelo COAST (Cambridge Optical Aperture Synthesis Telescope). Crédito: MRAO/COAST.]
A maior parte do tempo de vida de uma estrela é passado realizando a fusão do hidrogénio em hélio no seu núcleo. Diz-se neste caso que a estrela está na sequência principal. O tempo que uma estrela passa nesta fase é inversamente proporcional à sua massa. Por outras palavras, estrelas mais maciças gastam mais depressa o seu hidrogénio nuclear e evoluem para lá da sequência principal. Há centenas de milhões de anos Capella Aa e Ab iniciaram a sua vida como um par de estrelas de tipo espectral A, mais quentes e luminosas do que o Sol, muito parecidas com Vega, na constelação Lira. Com uma idade estimada de 400 milhões de anos, ambas as estrelas saíram já da sequência principal e estão agora a transformar-se lentamente em gigantes vermelhas, estrelas frias e muito luminosas, com um diâmetro que chega a atingir mais de 300 milhões de km, 2 vezes a distância da Terra ao Sol. De facto, alguns autores sugerem mesmo que a componente Aa, a mais maciça e mais evoluída, terá já sido uma gigante vermelha que entretanto iniciou a fusão do hélio nuclear em carbono e oxigénio. A ignição do hélio transforma uma gigante vermelha numa estrela menos luminosa e mais quente, uma gigante amarela, com características semelhantes às da componente Aa. Por outro lado, parece certo que a componente Ab, a menos maciça, ainda não passou pela fase de gigante vermelha. A sua luminosidade provém da fusão de hidrogénio em hélio numa camada adjacente ao núcleo inerte de hélio.
Uma vez que se encontram a uns escassos 108 milhões de km de distância, quando uma das componentes se transformar numa gigante vermelha a outra componente fica dentro dela, e o seu movimento orbital fica sujeito a forças de atrito que não existiriam no espaço vazio. Isto resultará numa perda de energia orbital e as estrelas aproximar-se-ão gradualmente. Nestas circunstâncias ocorrerá certamente transferência de massa entre as duas estrelas, um factor que complica significativamente a evolução futura do sistema. No entanto, independentemente destas complicações e daqui a dezenas de milhões de anos, cada uma das estrelas irá terminar a sua vida deixando para trás uma anã branca. Capella transformar-se-á num sistema binário composto por duas anãs brancas que poderão orbitar-se mutuamente a uma distância bem inferior aos 108 milhões de km actuais, devido à perda de energia orbital acima referida. Estes sistemas, sabe-se hoje, são os principais percursores de explosões termonucleares designadas de supernovas de tipo Ia. As anãs brancas no sistema binário perdem gradualmente energia orbital devido ao campo gravitacional intenso até que por fim colidem. Durante a fracção de segundo em que ocorre a colisão, dá-se a ignição da fusão explosiva do carbono no interior das estrelas provocando uma explosão termonuclear que as destrói por completo.
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[Um sistema binário formado por duas anãs brancas. As estrelas perdem energia orbital ao longo de milhões de anos devido à emissão de ondas gravitacionais. Essa perda é tanto maior quanto maior for a proximidade das estrelas, pelo que elas se aproximam de forma cada vez mais rápida. Quando, por fim, as estrelas colidem, despoleta-se a fusão explosiva do carbono contido no seu interior. O resultado é uma explosão termonuclear que destrói as duas estrelas e que os astrónomos designam por “supernova de tipo Ia”. Crédito: NASA/Dana Berry, Sky Works Digital.]
A tudo isto poderá assistir o par de anãs vermelhas, as componentes H e L, que acompanha à distância o par de gigantes amarelas. Estas estrelas percorrem órbitas quase circulares em torno de um centro de gravidade comum, mantendo-se a uma distância de 7.2 mil milhões de km, mais do que a distância de Plutão ao Sol. O período orbital é de 388 anos. As componentes H e L são muito pouco maciças, com apenas 0.5 e 0.2 massas solares, e muito pequenas, com cerca de 0.5 e 0.4 vezes o diâmetro da nossa estrela. As anãs vermelhas consomem o seu combustível nuclear a um ritmo muito inferior ao das estrelas mais maciças, sendo por isso muito pouco luminosas. De facto, no seu conjunto, este par de estrelas tem apenas 2% da luminosidade solar! Ambas se encontram na sequência principal, transformando hidrogénio em hélio nas suas regiões nucleares, e aí ficarão durante pelo menos 1 milhão de milhões de anos.
Luís Lopes
Luís Lopes é professor no departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Astrónomo amador há mais de 25 anos, interessa-se pela ciência em geral e pela sua divulgação. Acompanha com especial atenção os desenvolvimentos nas áreas de exoplanetas e da evolução estelar. Gosta de estar com a família, de ler um bom livro, de plantar e ver crescer árvores e de passar noites a observar o céu. Também escreve para o AstroPT de vez em quando ;-)




Capella-Alfa de Auriga






Aldebaran



Estrela Capella e Objeto tipo Planetário Gigante - 2007
Capella - Estrela Binária



Interessante:
O Objeto possível de um Planeta Gigante 
está exatamente na posição do "cabritinho" desta imagem.

Auriga 

Órbita de Capella


Capella : reta Polaris






Himalaya-Auriga-BabakTafreshi
Aurigae e Capella - Taurus e Aldebaran
Himalaia


Estrela Capella


Wolfgang Amadeus Mozart
Rótulo Amadeus - Fine Liquer
Produção Radeir 

Assinatura de Mozart

Licor Austríaco

Esboço Mozart-Brasil - Licor de Café
Semente de Bastão do Imperador entre 5 prismas - Radeir-foto de 2009


Radeir: 1982

Mágica arte - Mozart e Da Vinci
Desmanche do meu retrato de 1988  em 2008

Vi-Láctea  - Gato dourado - detalhe 
Via-Láctea - Gato Azul





Meu Acervo
Fontes:
http://www.astropt.org/2014/11/02/capella-a-estrela-cabra/