sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PLANTAS ESTRANHAS


A Vida Secreta das Plantas - 49min.
 
  
 
Frutas e Plantas em Mutação no Japão - 3min.
 
Planta que se move - 53s.

As 10 plantas mais estranhas do mundo


A natureza está repleta de maravilhas, e o mundo vegetal não foge à regra. Confira nessa lista as 10 espécies da plantas mais esquisitas do mundo.

01. Welwitschia Mirabilis: a planta mais resistente do mundo

Welwitschia Mirabilis, a planta mais resistente do mundo
Não há realmente nada como essa planta. A Welwitschia Mirabilis, encontrada na Namíbia, consiste de apenas duas folhas e um caule robusto com raízes. Isso é tudo! As folhas continuam crescendo, o caule engrossa e pode crescer até quase 2 metros de altura e 8 metros de largura. Sua vida útil estimada é de 400 a 1.500 anos. Ela pode sobreviver até cinco anos sem chuva. Dizem que a planta é muito saborosa até mesmo crua.

02. Dionaea muscipula: Dioneia

Dionaea muscipula, Dioneia
A Dioneia é a mais famosa de todas as plantas carnívoras, devido à natureza ativa e eficaz das suas armadilhas únicas. Pode ser famosa, mas também está ameaçada. Duas folhas articuladas da planta são cobertas de pêlos finos sensíveis que detectam a presença de tudo, desde formigas até aracnídeos.

03. Rafflesia arnoldii: A maior flor do mundo

Rafflesia arnoldii: A maior flor do mundo
Há uma flor exótica e rara que pode ter 3 metros de diâmetro e pesar até 24 quilos, mas certamente você não gostaria de te-la no quintal. Nativa da Indonésia, ela libera um odor extremamente forte. Esse cheiro horrível atrai insetos polinizadores que ajudam a perpetuar a espécie.

04. Desmodium gyrans: a planta dançante

 









 

Darwin chamou a planta de Hedysarum; botânicos modernos a chamam de Desmodium Gyrans, ou mais corretamente Codariocalyx Motorius. Seu nome comum é ‘planta dançante’ ou ‘planta telégrafo’. As folhas laterais pequenas giram em seu eixo, movendo em movimentos abruptos sob a influência mais leve de toque, luz do sol, calor ou vibrações pequenas, inclusive música!

05. Euphorbia obesa: a planta-baseball

Euphorbia obesa, a planta-baseball

Essa planta ornamental é nativa da África do Sul. A colheita insustentável por coletores de plantas que valorizam a curiosa espécie afetou severamente as populações selvagens. Consequentemente, a legislação nacional e internacional foram promulgadas para proteger as populações remanescentes.

06. Amorphophallus titanum: a Flor Cadáver

Amorphophallus titanum, a Flor Cadáver
Uma flor mais alta do que um homem e fedendo fortemente a carne podre soa como um elemento de um filme de ficção científica de baixo orçamento. Mas a Amorphophallus titanum arum, da Indonésia, é bem real e conhecida pelos habitantes locais. Devido à sua fragrância que lembra o cheiro de um mamífero em decomposição, ela é também conhecida como “flor cadáver”.

07. Baobab: Árvore garrafa

Baobab, Árvore garrafa
Baobab é o nome comum de um gênero (Adansonia) que contém oito espécies de árvores nativas de Madagascar e Austrália. Também conhecida como Árvore Garrafa, essas árvores tipicamente armazenam cerca de 300 litros de água. Por isso que muitas vezes vivem mais de 500 anos!

08. Dracaena cinnabari: Árvore sangue de dragão

Dracaena cinnabari, Árvore sangue de dragão
É uma das mais marcantes árvores de Socotra. Foi descrita formalmente por Isaac Bayley Balfour em 1882. Sua seiva vermelha era sangue de dragão para os antigos, que a utilizava para fins medicinais e corante.

09. Mimosa pudica: a planta tímida ou dormideira

Mimosa pudica, a planta tímida ou dormideira

Seu nome se deve à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor, reabrindo após alguns minutos. A espécie é nativa da América do Sul e América Central.

10. Selaginella lepidophylla: a Planta da Ressurreição

Selaginella lepidophylla, a Planta da Ressurreição 
Também conhecida como Rosa de Jericó, a Selaginella lepidophylla é uma espécie de planta do deserto conhecida por sua capacidade de sobreviver à dessecação quase completa; durante o tempo seco em seu habitat nativo, suas hastes se enrolam em uma bola apertada e desenrolam quando ela é exposta à umidade. A planta é nativa do Deserto de Chihuahua. [Oddee]



A árvore tão mortal que era usada como instrumento de tortura
A árvore manchineel é a mais mortal do mundo. Se você tocar na casca ou folhas ficará com queimaduras graves, e comer qualquer uma de suas frutas perfumadas é uma escolha potencialmente letal. A árvore tem sido muito utilizada para o fornecimento de seiva para dardos envenenados, e como um lugar para amarrar – e torturar – conquistadores espanhóis.

A árvore tão mortal que era usada como instrumento de tortura

A árvore ostenta frutos verdes que se parecem com pequenas maçãs. Os espanhóis a chamavam de arbol de la muerta, ou “árvore da morte”.
A árvore parece comum, e pode chegar a 15 metros de altura. É encontrada principalmente no sudeste dos Estados Unidos, Caribe e América Central. Sua casca é castanha-acinzentada, e suas folhas possuem uma coloração verde brilhante. Os frutos da árvore possuem um cheiro doce e atraente.

Cada parte da árvore é venenosa, e só entrar em contato com ela pode ser potencialmente letal. As folhas e a casca contêm um veneno que  irrita a pele e causa bolhas graves. A seiva leitosa que vaza de ferimentos na árvore também causa bolhas graves. Se a seiva toca membranas mucosas de uma pessoa pode causar queimaduras graves.

Os frutos fazem com que a árvore seja ainda mais mortal. Parecem pequenas maçãs verdes, com apenas uma ou duas polegadas de diâmetro. São muito cheirosos, e aqueles que são corajosos o suficiente para comê-los dizem que eles tem de fato um bom gosto. Mas comer apenas uma pequena quantidade vai deixar bolhas e queimaduras na boca e garganta. Grandes quantidades são mortais.

Se está chovendo, a água que cai das folhas traz toxinas e queima a pele de qualquer pessoa. De fato, há relatos de nativos da Flórida do século 16 que prenderam conquistadores espanhóis sob as árvores durante a chuva para queimar e cegá-los.

Muitos povos indígenas usam o veneno mortal da árvore. A seiva da manchineel foi muitas vezes utilizada em flechas e dardos envenenados.

Estranhamente, a madeira da árvore é altamente valorizada na confecção de móveis. Uma vez que a madeira é deixada para secar ao sol, as suas qualidades venenosas em grande parte desaparecem. A secagem das frutas tem um efeito semelhante, e estes frutos secos são  conhecidos por serem utilizados como um diurético. Na Jamaica, a goma da manchineel é utilizada para tratar várias doenças venéreas. [KnowledgeNuts]




 
 Fontes:
 Licença padrão do YouTube
 http://misteriosdomundo.com/as-10-plantas-mais-estranhas-do-mundo#ixzz2ryBmp5Y5
  http://misteriosdomundo.com/arvore-tao-mortal-que-era-usada-como-instrumento-de-tortura#ixzz2sZVS0pZx

sábado, 18 de janeiro de 2014

ABELHAS CIBERNÉTICAS SALVAM O MUNDO


Manejo de Colmeias- 12min

Abelhas Cibernéticas podem salvar o mundo

Acoplada à parte traseira deste abelha australiana está um chip RFID que pode acompanhar para onde ela vai, o que come, e quando. Mas esse inseto não vai monitorar você – em vez disso, ele poderia salvar o planeta.
Essas abelhas cibernéticas podem salvar o mundo

Uma das mais importantes questões ambientais é a segurança alimentar, ou a nossa capacidade de nos alimentar. E a abelha está bem no centro das preocupações de segurança alimentar. A sua população está diminuindo, o que poderia representar a fome em larga escala para os humanos. Abelhas fertilizam muitas das nossas culturas de alimentos básicos, e sem a ajuda delas, nossas fazendas seriam significativamente menos produtivas.

 Mas ainda se sabe muito pouco sobre o que está causando a diminuição da população das abelhas. Assim, cientistas australianos decidiram monitorar abelhas selvagens para descobrir as substâncias que elas estão entrando em contato e o que elas estão fazendo. Alguns pesquisadores acreditam que inseticidas estão causando problemas, e estes chips permitiriam aos pesquisadores ver se os insetos estão entrando em contato com inseticidas e, se sim, quais. Ou se algo mais em seus ambientes está causando problemas.

Este é um daqueles momentos fascinantes quando você percebe que há, na verdade, um bom uso para a vigilância onipresente. Ela pode nos ajudar a identificar os problemas no meio ambiente, e esperamos corrigi-los antes que eles saiam do controle. [io9]
 
Desaparecimento das Abelhas


Em 2006, nos Estados Unidos, foi relatada a perda de milhares de colmeias durante o inverno, onde elas eram abandonadas pelas abelhas mesmo com consideráveis reservas de alimento e cria. As causas até então eram desconhecidas. Este quadro mais tarde ficou conhecido como “Colony Collapse Desorder” (CCD, Doença do Colapso da Colônia, na tradução para o Português). Ainda nos Estados Unidos, entre os anos de 2006-2007, foram relatadas grandes perdas de colmeias durante o inverno, cerca de 32% das 2,4 milhões, ou 875 mil colmeias. No inverno de 2007-2008, cerca de 13,3% das colmeias (324.571) foram perdidas e, no inverno seguinte, novas perdas foram relatadas, entre 29 a 34% (de 584 a  771 mil colmeias). Com o relato de perdas nos Estados Unidos, estudos seguintes também apontaram perdas na Europa e no Japão.
Abelha

Pesquisas realizadas indicaram diversos fatores como possíveis causadores da CCD: infecção por vírus, bactérias, ácaros, fungos, perda de habitats e o uso de pesticidas. Porém, nenhum destes fatores foi encontrado com frequência o suficiente para que sozinho pudesse ser apontado como o causador. Contudo, colônias que apresentavam sintomas demonstraram estarem infectadas com cargas virais elevadas e por mais de um patógeno, podendo este quadro atuar como um fator secundário que, por levar à uma diminuição na resistência das abelhas, poderia  aumentar a susceptibilidade da colônia aos demais fatores quando combinados, isto é, tornando as abelhas mais sensíveis à infecção por mais de um patógeno, podendo levar a abelha, ou até mesmo toda a colônia, à morte.

 Uma das mais importantes questões ambientais é a segurança alimentar, ou a nossa capacidade de nos alimentar. E a abelha está bem no centro das preocupações de segurança alimentar. A sua população está diminuindo, o que poderia representar a fome em larga escala para os humanos. Abelhas fertilizam muitas das nossas culturas de alimentos básicos, e sem a ajuda delas, nossas fazendas seriam significativamente menos produtivas.

Grande parte das plantas cultivadas e utilizadas tanto na alimentação humana quanto na de animas é dependente em parte ou totalmente da ação de polinizadores. Grandes plantações de amêndoas, blueberries e cranberries demandam uma elevada frequência de visitações dos  polinizadores para garantir uma boa produção. Um estudo realizado em 2008 mostrou que de  89 culturas, 46 são diretamente dependentes da ação de polinizadores. Em 2005, estimou-se que a agricultura movimentou cerca de 1.678 trilhões de libras , dos quais  625 bilhões (ou 39% de toda a produção mundial), foram obtidos das 46 culturas diretamente dependentes de polinizadores.

Está claro que o papel que estes insetos prestam a nós humanos vai muito além do mel que consumimos como alimento. Além dos dados mostrados acima ligados à nossa agricultura, estes insetos ajudam ainda na polinização da vegetação nativa, o que resulta na produção de frutos e sementes que possibilitam a manutenção da vegetação e que também servem como alimento para outros animais, mantendo equilíbrio do ecossistema. Já dizia Albert Einstein: “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana.”

No Brasil, um movimento chamado “Bee Or Not to Be” foi criado com a intenção de informar o que vem acontecendo com as abelhas e recolher assinaturas para apoio à pesquisas em busca de esclarecimentos do que pode estar causando o seu desaparecimento. [Sem Abelhas Sem Alimento]


Por que Mel não se estraga

O mel é mágico. Além de seu sabor delicioso, é praticamente o único alimento que não estraga enquanto está em um estado comestível. Mas por que isso acontece?

Mel

O mel tem uma porção de propriedades incríveis. Suas propriedades medicinais tem sido estudadas ao longo tempo, especialmente como um tratamento para feridas abertas. Heródoto, geógrafo e historiador grego, relatou que os babilônios enterravam seus mortos em mel, e Alexandre, o Grande, pode ter sido embalsamado em um caixão cheio de mel.

Propriedades químicas do mel

O mel é um açúcar. Você pode ter ouvido todos os tipos de coisas sobre os benefícios do mel para a saúde ao substituir o açúcar. Embora o mel não seja o mesmo que o granulado açúcar branco comum, ainda é um açúcar. E açúcares são higroscópicos – que não contêm muita água em seu estado natural. E muito poucas bactérias e microorganismos podem viver em um ambiente de baixa umidade. O fato de que os organismos não podem sobreviver por muito tempo no mel significa que eles não têm a chance de estragá-lo.
Outra coisa que define o mel além de outros açúcares é a sua acidez. O pH do mel é entre 3 e 4.5 (ou, mais precisamente, 3,26-4,48), o que também mata qualquer coisa tentando fazer uma casa nele.
E existem alguns fatores por trás do baixo teor de umidade do mel, incluindo:

Abelhas

Abelha

Primeiro, as abelhas contribuem para o baixo teor de água no mel por bater as asas para secar o néctar. Em segundo lugar, a maneira como as abelhas produzem o néctar em favos de mel é vomitando lá. Isso parece nojento, mas a composição química do estômago das abelhas também contribui para a longevidade do mel. O estômago das abelhas têm a enzima glicose oxidase, que é adicionado ao mel, quando o néctar é regurgitado. A enzima e o néctar se misturam para criar o ácido glucónico e o peróxido de hidrogênio. O peróxido de hidrogênio também é uma força hostil para qualquer coisa que tanta crescer no mel.

Armazenamento
Isto é importante. O fato de que o mel tem pouca água em seu estado natural nāo impede que ele facilmente sugue água, se for exposta à ela. Portanto, a chave final para a longa vida do mel  é ter certeza que ele está bem vedado e armazenado em local seco. [io9]



Robótica

Cérebro artificial de abelha faz robô aprender na hora

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/02/2014


Cérebro artificial de abelha faz robô aprender na hora
 

Tanto o robô quanto o cérebro simulado são muito simples - mas os resultados impressionaram. [Imagem: Lovisa Irpa Helgadottir et al.]

Robô com cérebro de abelha
Graças a um brasileiro, abelhas ciborgues já estão voando na Austrália, implantadas com mochilas eletrônicas.

Lovisa Helgadottir, da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, preferiu fazer o contrário, usando o cérebro das abelhas para controlar seu robô.
O resultado é um marco no campo da inteligência artificial e da reprodução de redes neurais em computador.
Usando um modelo relativamente simples do sistema nervoso das abelhas, Helgadottir criou um robô que é capaz de perceber estímulos ambientais e reagir a eles.

Cérebro simulado
O cérebro do robô é uma simulação em computador da rede sensório-motora do cérebro da abelha. O programa coordena os motores do robô, definindo a direção do seu movimento.
O grande destaque do trabalho é a capacidade desse cérebro simulado, muito rudimentar, de aprender a partir de princípios simples.

"De forma muito semelhante a como as abelhas aprendem a associar certas cores de flores a um néctar mais saboroso, o robô aprende a abordar determinados objetos coloridos e a evitar outros," explicou Martin Nawrot, orientador do trabalho.

Inicialmente, quando a câmera do robô focou em um objeto com a cor desejada - vermelha - os cientistas acenderam uma luz que funcionava como um prêmio para o robô, algo como se ele tivesse localizado comida ou feito algo da maneira correta. Para isso, um sensor no robô detecta a luz e aciona a célula nervosa do sistema de recompensa do cérebro artificial.

Com o sistema de recompensa ativado, quando o robô viu um outro objeto vermelho, ele começou a se mover em direção a ele. Itens azuis, por outro lado, o faziam andar para trás.

"Em uma questão de segundos o robô realizou a tarefa de encontrar um objeto na cor desejada e se aproximar dele," explicou Nawrot. 

"Só foi necessário um único exercício de aprendizagem,
 o mesmo observado experimentalmente com as abelhas."

Os cientistas estão planejando agora expandir a rede neural do cérebro artificial, inserindo nele mais princípios de aprendizagem.

Assim, o minicérebro
 vai se tornar ainda mais poderoso, e o robô mais autônomo.
 
 
Bibliografia:
Conditioned behavior in a robot controlled by a spiking neural network
Lovisa Irpa Helgadottir, Joachim Haenicke, Tim Landgraf, Raul Rojas, Martin Paul Nawrot
6th International IEEE/EMBS Conference on Neural Engineering
Vol.: NER 891-894
DOI: 10.1109/NER.2013.6696078

 Fontes:
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http://misteriosdomundo.com/essas-abelhas-ciberneticas-podem-salvar-o-mundo
 http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cerebro-artificial-abelha-faz-robo-aprender-hora&id=010180140224#.Uxo2GYV7QTg

SEMEANDO FLORESTAS

A Floresta: 90anos a semear- 12min.
Agrofloresta - 32min.
 
  
Árvores Frutíferas - 3min.

Semeando florestas
 Publicado em 18/01/2014 na seção artigos :: Versões alternativas: Texto PDF

Por tornar obrigatória a recuperação de matas ciliares e reservas legais, a Lei 12.651, de 25 de maio de 2012 (novo Código Florestal) deverá desencadear em curto prazo e a baixo custo, métodos de reflorestamento em larga escala. Isto por que as tradicionais ações de recomposição florestal, baseadas no uso de mudas, vêm apresentando limitações quanto ao preço (lei da oferta e da demanda), à disponibilidade e qualidade de mudas nos viveiros florestais, ao desenvolvimento das plantas em campo e à baixa escala de implantação. Neste contexto, a semeadura direta de espécies florestais pode ser uma grande aliada dos produtores rurais e do meio ambiente.
A semeadura direta é uma técnica que consiste no plantio de sementes de espécies florestais diretamente no solo, na área onde será realizada a recomposição florestal. Esta técnica é muito semelhante às práticas tradicionais de plantio de milho, feijão, soja, abóbora, melancia entre outras. Ela pode ser realizada de forma mecânica, por meio de plantadeiras, ou manual, por meio de matracas. Também pode ser realizada á lanço (dispersão superficial das sementes), e depois incorporadas ao solo com grades niveladoras. Também pode ser realizada pelo plantio das sementes em sulcos, como os da cana-de-açucar, ou em berços (covas), como os da fruticultura.

O plantio direto de sementes pode ser indicado para dar início a uma floresta em grandes áreas com ausência de vegetação, usando-se espécies com boa capacidade de colonização e de rápido desenvolvimento. Geralmente apresenta resultados positivos em áreas degradadas, de difícil acesso e de grande declividade do terreno. Para o sucesso no uso desta técnica, é de grande importância à caracterização das áreas, o preparo do solo e o plantio das sementes na época mais adequada, que normalmente coincide com o inicio do período chuvoso.

No geral, as características das sementes (tamanho, forma, carnosa ou não carnosa etc.), o grupo ecológico ou funcional, as exigências nutricionais e a tolerância à fatores climáticos (sol, chuva, seca etc.) devem ser considerados na escolha das espécies a serem usadas na semeadura direta. Na busca por um rápido recobrimento do solo, o processo germinativo pode ser acelerado com a quebra de dormência das sementes, promovendo um rápido desenvolvimento das mudas. A germinação, em geral, é irregular, sendo as espécies de rápido crescimento as que mais se destacam.

Eventualmente, faz-se necessário proteger as sementes para evitar perdas decorrentes do ataque por formigas e pássaros, que ocorrem desde a semeadura até a fase de muda, e também perdas pela movimentação do solo provocado pela chuva, que acaba soterrando a semente. A utilização de protetores físicos sobre as sementes tem como objetivo propiciar melhorias na germinação das sementes e sobrevivência das mudas e, também, criar um microambiente para o crescimento das plantas jovens. O uso de protetores, tanto o laminado de madeira, como o copo plástico sem fundo, pode propiciar um aumento significativo na emergência e sobrevivência de mudas.

Algumas vezes, é necessário repor sementes ou mudas nos locais onde ocorreram falhas ou a densidade obtida não foi a desejada. Deve-se ressaltar que o sucesso da semeadura direta é dependente da criação de um microambiente com condições tão favoráveis quanto possíveis para um rápido desenvolvimento da vegetação. Também para um rápido recobrimento do solo, fatores como a predação (formigas e animais herbívoros) e a matocompetição (gramíneas e ervas daninhas) devem ser controlados. Para um bom desenvolvimento das árvores, o uso de fertilizantes minerais (adubos a base de NPK, superfosfato simples, etc) ou naturais (esterco de animais ou terra preta) deve ser considerado no plantio e nos dois primeiros anos.

Apesar de diversos fatores influenciarem no sucesso da semeadura direta, a literatura revela as potencialidades desta técnica que pode ser usada em várias escalas e a baixo custo, quando comparada aos métodos tradicionais de recomposição florestal. No Brasil, algumas experiências estão sendo realizadas na tentativa de viabilizar a técnica da semeadura direta em termos ecológicos e, ou silviculturais, tanto na recuperação de ecossistemas, como para povoamentos com fins econômicos. Várias experiências apresentaram bons resultados na implantação de povoamentos de espécies nativas (Schizolobium parahyba e Enterolobium contortisiliqum) e exóticas (Pinus taeda L.), para a recuperação de áreas degradadas e matas ciliares.

A utilização da técnica de semeadura direta de espécies florestais pode contribuir no fortalecimento do novo código florestal, bem como otimizar os corredores ecológicos na biodiversidade regional. Desta forma, os produtores rurais, especialmente da cadeia produtiva de grãos (soja, milho e feijão), do setor sucroalcooleiro, da pecuária de corte e de leite, da fruticultura, da cafeicultura, entre outras, podem ser beneficiados com o uso desta técnica, recuperando as matas ciliares e as reservas legais em larga escala, em curto prazo e a baixo custo. Assim, a semeadura direta de espécies florestais poderá contribuir para a superação dos desafios a serem enfrentados com o novo código florestal.

AUTORIA

Lauro Rodrigues Nogueira Junior
Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros

Alyne Fontes Rodrigues de Melo
Estudante de Engenharia Florestal da
Universidade Federal de Sergipe (UFS)

  Publicado em 18/01/2014 na seção artigos :: Versões alternativas: Texto PDFJornal Agrosoft
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Links referenciados

Lauro Rodrigues Nogueira Junior
lattes.cnpq.br/3824987646243004

Universidade Federal de Sergipe
www.ufs.br

Alyne Fontes Rodrigues de Melo
lattes.cnpq.br/4469397242120137

Embrapa Tabuleiros Costeiros
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Embrapa
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 Fontes:
 http://www.agrosoft.org.br/agropag/227749.htm
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