As
frutas são uma ótima fonte de vitaminas (A, B, C…) para o homem e para
alguns animais. Elas são coloridas, bonitas e muito deliciosas. Porém,
algumas frutas passam dos limites, e têm cores variadas e seus formatos
parece coisa de outro mundo.
Confira agora as 6 frutas mais estranhas.
Mangostão
Nativa do sudeste asiático, essa árvore
gera frutos esféricos, vermelho a castanho-escuro, com casca espessa que
deve ser cortada delicadamente para não ferir a polpa. A polpa é mole e
suculenta, de sabor suave e muito característico. A fruta é rica em
vitaminas e minerais.
Kino
Originária da África, o Kino parece uma mistura de pepino com
maracujá, e tem gosto de grama. Esta fruta proporciona uma sensação de
saciedade, diminuindo o apetite, e auxiliando quem quer perder peso.
Rambutan
Nativa da Malásia e conhecida como
a delícia do Pacífico, essa fruta possui polpa doce e pouco ácida, se
assemelhando à uva. E, além de ser uma fruta bem saborosa, o rambutan
contém vitamina C, cálcio, carboidratos, ferro, fósforo, proteínas,
potássio e vitamina B3. Rambutan significa “peludo”, devido à sua
aparência.
Noni
Originária do sudeste asiático, essa
fruta é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),
pois estudos revelaram que ela pode causar danos aos rins e ao fígado.
Ela tem cor uma esbranquiçada e, acredite, tem cheiro de queijo e
vômito.
Pitaia
Com uma aparência um tanto estranha,
essa é a fruta de algumas espécies de cactos, nativos do México e
América do Sul. Ela pesa entre 150 e 600 gramas, é doce e tem baixo
nível de calorias. E é rica em vitamina C.
Yangmei
Originária da Ásia, a árvore dessa fruta geralmente é usada para fins ornamentais. A aparência externa dela lembra um pouco as amoras e a fruta em si tem um sabor adocicado e ácido.
A natureza está repleta de maravilhas, e o mundo vegetal não foge à regra. Confira nessa lista as 10 espécies da plantas mais esquisitas do mundo.
01. Welwitschia Mirabilis: a planta mais resistente do mundo
Não há realmente nada como essa planta. A
Welwitschia Mirabilis, encontrada na Namíbia, consiste de apenas duas
folhas e um caule robusto com raízes. Isso é tudo! As folhas continuam
crescendo, o caule engrossa e pode crescer até quase 2 metros de altura e
8 metros de largura. Sua vida útil estimada é de 400 a 1.500 anos. Ela
pode sobreviver até cinco anos sem chuva. Dizem que a planta é muito
saborosa até mesmo crua.
02. Dionaea muscipula: Dioneia
A Dioneia é a mais famosa de todas as
plantas carnívoras, devido à natureza ativa e eficaz das suas armadilhas
únicas. Pode ser famosa, mas também está ameaçada. Duas folhas
articuladas da planta são cobertas de pêlos finos sensíveis que detectam
a presença de tudo, desde formigas até aracnídeos.
03. Rafflesia arnoldii: A maior flor do mundo
Há uma flor exótica e rara que pode
ter 3 metros de diâmetro e pesar até 24 quilos, mas certamente você não
gostaria de te-la no quintal. Nativa da Indonésia, ela libera um odor
extremamente forte. Esse cheiro horrível atrai insetos polinizadores que
ajudam a perpetuar a espécie.
04. Desmodium gyrans: a planta dançante
Darwin chamou a planta de Hedysarum;
botânicos modernos a chamam de Desmodium Gyrans, ou mais corretamente
Codariocalyx Motorius. Seu nome comum é ‘planta dançante’ ou ‘planta
telégrafo’. As folhas laterais pequenas giram em seu eixo, movendo em
movimentos abruptos sob a influência mais leve de toque, luz do sol,
calor ou vibrações pequenas, inclusive música!
05. Euphorbia obesa: a planta-baseball
Essa planta ornamental é nativa da
África do Sul. A colheita insustentável por coletores de plantas que
valorizam a curiosa espécie afetou severamente as populações selvagens.
Consequentemente, a legislação nacional e internacional foram
promulgadas para proteger as populações remanescentes.
06. Amorphophallus titanum: a Flor Cadáver
Uma flor mais alta do que um homem e
fedendo fortemente a carne podre soa como um elemento de um filme de
ficção científica de baixo orçamento. Mas a Amorphophallus titanum arum,
da Indonésia, é bem real e conhecida pelos habitantes locais. Devido à
sua fragrância que lembra o cheiro de um mamífero em decomposição, ela é
também conhecida como “flor cadáver”.
07. Baobab: Árvore garrafa
Baobab é o nome comum de um gênero
(Adansonia) que contém oito espécies de árvores nativas de Madagascar e
Austrália. Também conhecida como Árvore Garrafa, essas árvores
tipicamente armazenam cerca de 300 litros de água. Por isso que muitas
vezes vivem mais de 500 anos!
08. Dracaena cinnabari: Árvore sangue de dragão
É uma das mais marcantes árvores de
Socotra. Foi descrita formalmente por Isaac Bayley Balfour em 1882. Sua
seiva vermelha era sangue de dragão para os antigos, que a utilizava
para fins medicinais e corante.
09. Mimosa pudica: a planta tímida ou dormideira
Seu nome se deve à forma como
os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao
calor, reabrindo após alguns minutos. A espécie é nativa da América do
Sul e América Central.
10. Selaginella lepidophylla: a Planta da Ressurreição
Também conhecida como Rosa de Jericó, a
Selaginella lepidophylla é uma espécie de planta do deserto conhecida
por sua capacidade de sobreviver à dessecação quase completa; durante o
tempo seco em seu habitat nativo, suas hastes se enrolam em uma bola
apertada e desenrolam quando ela é exposta à umidade. A planta é nativa
do Deserto de Chihuahua. [Oddee]
A árvore manchineel é a mais mortal do mundo. Se você tocar na casca ou folhas ficará com queimaduras graves, e comer qualquer uma de suas frutas perfumadas é uma escolha potencialmente letal. A árvore tem sido muito utilizada para o fornecimento de seiva para dardos envenenados, e como um lugar para amarrar – e torturar – conquistadores espanhóis.
A árvore tão mortal que era usada como instrumento de tortura
A árvore ostenta frutos verdes que se parecem com pequenas maçãs. Os espanhóis a chamavam de arbol de la muerta, ou “árvore da morte”.
A árvore parece comum, e pode chegar a 15 metros de altura. É encontrada principalmente no sudeste dos Estados Unidos, Caribe e América Central. Sua casca é castanha-acinzentada, e suas folhas possuem uma coloração verde brilhante. Os frutos da árvore possuem um cheiro doce e atraente.
Cada parte da árvore é venenosa, e só entrar em contato com ela pode ser potencialmente letal. As folhas e a casca contêm um veneno que irrita a pele e causa bolhas graves. A seiva leitosa que vaza de ferimentos na árvore também causa bolhas graves. Se a seiva toca membranas mucosas de uma pessoa pode causar queimaduras graves.
Os frutos fazem com que a árvore seja ainda mais mortal. Parecem pequenas maçãs verdes, com apenas uma ou duas polegadas de diâmetro. São muito cheirosos, e aqueles que são corajosos o suficiente para comê-los dizem que eles tem de fato um bom gosto. Mas comer apenas uma pequena quantidade vai deixar bolhas e queimaduras na boca e garganta. Grandes quantidades são mortais.
Se está chovendo, a água que cai das folhas traz toxinas e queima a pele de qualquer pessoa. De fato, há relatos de nativos da Flórida do século 16 que prenderam conquistadores espanhóis sob as árvores durante a chuva para queimar e cegá-los.
Muitos povos indígenas usam o veneno mortal da árvore. A seiva da manchineel foi muitas vezes utilizada em flechas e dardos envenenados.
Estranhamente, a madeira da árvore é altamente valorizada na confecção de móveis. Uma vez que a madeira é deixada para secar ao sol, as suas qualidades venenosas em grande parte desaparecem. A secagem das frutas tem um efeito semelhante, e estes frutos secos são conhecidos por serem utilizados como um diurético. Na Jamaica, a goma da manchineel é utilizada para tratar várias doenças venéreas. [KnowledgeNuts]
Acoplada à parte traseira deste abelha
australiana está um chip RFID que pode acompanhar para onde ela vai, o
que come, e quando. Mas esse inseto não vai monitorar você – em vez
disso, ele poderia salvar o planeta.
Uma das mais importantes questões
ambientais é a segurança alimentar, ou a nossa capacidade de nos
alimentar. E a abelha está bem no centro das preocupações de segurança
alimentar. A sua população está diminuindo, o que poderia representar a
fome em larga escala para os humanos. Abelhas fertilizam muitas das
nossas culturas de alimentos básicos, e sem a ajuda delas, nossas
fazendas seriam significativamente menos produtivas.
Mas ainda se sabe muito pouco sobre o que está causando a diminuição da população das abelhas. Assim, cientistas australianos decidiram monitorar abelhas selvagens para descobrir as substâncias que elas estão entrando em contato e o que elas estão fazendo. Alguns pesquisadores acreditam que inseticidas estão causando problemas, e estes chips permitiriam aos pesquisadores ver se os insetos estão entrando em contato com inseticidas e, se sim, quais. Ou se algo mais em seus ambientes está causando problemas.
Este é um daqueles momentos fascinantes quando você percebe que há, na verdade, um bom uso para a vigilância onipresente. Ela pode nos ajudar a identificar os problemas no meio ambiente, e esperamos corrigi-los antes que eles saiam do controle. [io9]
Desaparecimento das Abelhas
Em
2006, nos Estados Unidos, foi relatada a perda de milhares de colmeias
durante o inverno, onde elas eram abandonadas pelas abelhas mesmo com
consideráveis reservas de alimento e cria. As causas até então eram
desconhecidas. Este quadro mais tarde ficou conhecido como “Colony Collapse Desorder”
(CCD, Doença do Colapso da Colônia, na tradução para o Português).
Ainda nos Estados Unidos, entre os anos de 2006-2007, foram relatadas
grandes perdas de colmeias durante o inverno, cerca de 32% das 2,4
milhões, ou 875 mil colmeias. No inverno de 2007-2008, cerca de 13,3%
das colmeias (324.571) foram perdidas e, no inverno seguinte, novas
perdas foram relatadas, entre 29 a 34% (de 584 a 771 mil colmeias). Com
o relato de perdas nos Estados Unidos, estudos seguintes também
apontaram perdas na Europa e no Japão.
Pesquisas realizadas indicaram diversos
fatores como possíveis causadores da CCD: infecção por vírus, bactérias,
ácaros, fungos, perda de habitats e o uso de pesticidas. Porém, nenhum
destes fatores foi encontrado com frequência o suficiente para que
sozinho pudesse ser apontado como o causador. Contudo, colônias que
apresentavam sintomas demonstraram estarem infectadas com cargas virais
elevadas e por mais de um patógeno, podendo este quadro atuar como um
fator secundário que, por levar à uma diminuição na resistência das
abelhas, poderia aumentar a susceptibilidade da colônia aos demais
fatores quando combinados, isto é, tornando as abelhas mais sensíveis à
infecção por mais de um patógeno, podendo levar a abelha, ou até mesmo
toda a colônia, à morte.
Uma das mais importantes questões ambientais é a segurança alimentar, ou a nossa capacidade de nos alimentar. E a abelha está bem no centro das preocupações de segurança alimentar. A sua população está diminuindo, o que poderia representar a fome em larga escala para os humanos. Abelhas fertilizam muitas das nossas culturas de alimentos básicos, e sem a ajuda delas, nossas fazendas seriam significativamente menos produtivas.
Grande parte das plantas cultivadas e utilizadas tanto na alimentação humana quanto na de animas é dependente em parte ou totalmente da ação de polinizadores. Grandes plantações de amêndoas, blueberries e cranberries demandam uma elevada frequência de visitações dos polinizadores para garantir uma boa produção. Um estudo realizado em 2008 mostrou que de 89 culturas, 46 são diretamente dependentes da ação de polinizadores. Em 2005, estimou-se que a agricultura movimentou cerca de 1.678 trilhões de libras , dos quais 625 bilhões (ou 39% de toda a produção mundial), foram obtidos das 46 culturas diretamente dependentes de polinizadores.
Está claro que o papel que estes insetos prestam a nós humanos vai muito além do mel que consumimos como alimento. Além dos dados mostrados acima ligados à nossa agricultura, estes insetos ajudam ainda na polinização da vegetação nativa, o que resulta na produção de frutos e sementes que possibilitam a manutenção da vegetação e que também servem como alimento para outros animais, mantendo equilíbrio do ecossistema. Já dizia Albert Einstein: “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana.”
No Brasil, um movimento chamado “Bee Or Not to Be” foi criado com a intenção de informar o que vem acontecendo com as abelhas e recolher assinaturas para apoio à pesquisas em busca de esclarecimentos do que pode estar causando o seu desaparecimento. [Sem Abelhas Sem Alimento]
Por que Mel não se estraga
O mel é mágico. Além de seu sabor
delicioso, é praticamente o único alimento que não estraga enquanto está
em um estado comestível. Mas por que isso acontece?
O mel tem uma porção de propriedades
incríveis. Suas propriedades medicinais tem sido estudadas ao longo
tempo, especialmente como um tratamento para feridas abertas. Heródoto,
geógrafo e historiador grego, relatou que os babilônios enterravam seus
mortos em mel, e Alexandre, o Grande, pode ter sido embalsamado em um
caixão cheio de mel.
Propriedades químicas do mel
O mel é um açúcar. Você pode ter ouvido
todos os tipos de coisas sobre os benefícios do mel para a saúde ao
substituir o açúcar. Embora o mel não seja o mesmo que o granulado
açúcar branco comum, ainda é um açúcar. E açúcares são higroscópicos –
que não contêm muita água em seu estado natural. E muito poucas
bactérias e microorganismos podem viver em um ambiente de baixa
umidade. O fato de que os organismos não podem sobreviver por muito
tempo no mel significa que eles não têm a chance de estragá-lo.
Outra coisa que define o mel além de
outros açúcares é a sua acidez. O pH do mel é entre 3 e 4.5 (ou, mais
precisamente, 3,26-4,48), o que também mata qualquer coisa tentando
fazer uma casa nele.
E existem alguns fatores por trás do baixo teor de umidade do mel, incluindo:
Abelhas
Primeiro, as abelhas contribuem para o
baixo teor de água no mel por bater as asas para secar o néctar. Em
segundo lugar, a maneira como as abelhas produzem o néctar em favos de
mel é vomitando lá. Isso parece nojento, mas a composição química do
estômago das abelhas também contribui para a longevidade do mel. O
estômago das abelhas têm a enzima glicose oxidase, que é adicionado ao
mel, quando o néctar é regurgitado. A enzima e o néctar se misturam para
criar o ácido glucónico e o peróxido de hidrogênio. O peróxido de
hidrogênio também é uma força hostil para qualquer coisa que tanta
crescer no mel.
Armazenamento Isto é importante. O fato de que o mel tem pouca água em seu estado natural nāo impede que ele facilmente sugue água, se for exposta à ela. Portanto, a chave final para a longa vida do mel é ter certeza que ele está bem vedado e armazenado em local seco. [io9]
Robótica
Cérebro artificial de abelha faz robô aprender na hora
Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/02/2014
Tanto o robô quanto o cérebro simulado são muito simples - mas os
resultados impressionaram. [Imagem: Lovisa Irpa Helgadottir et al.]
Robô com cérebro de abelha
Graças a um brasileiro, abelhas ciborgues já estão voando na Austrália, implantadas com mochilas eletrônicas.
Lovisa Helgadottir, da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha,
preferiu fazer o contrário, usando o cérebro das abelhas para controlar
seu robô.
O resultado é um marco no campo da inteligência artificial e da reprodução de redes neurais em computador.
Usando um modelo relativamente simples do sistema nervoso das
abelhas, Helgadottir criou um robô que é capaz de perceber estímulos
ambientais e reagir a eles.
Cérebro simulado
O cérebro do robô é uma simulação em computador da rede
sensório-motora do cérebro da abelha. O programa coordena os motores do
robô, definindo a direção do seu movimento.
O grande destaque do trabalho é a capacidade desse cérebro simulado,
muito rudimentar, de aprender a partir de princípios simples.
"De forma muito semelhante a como as abelhas aprendem a associar
certas cores de flores a um néctar mais saboroso, o robô aprende a
abordar determinados objetos coloridos e a evitar outros," explicou
Martin Nawrot, orientador do trabalho.
Inicialmente, quando a câmera do robô focou em um objeto com a cor
desejada - vermelha - os cientistas acenderam uma luz que funcionava
como um prêmio para o robô, algo como se ele tivesse localizado comida
ou feito algo da maneira correta. Para isso, um sensor no robô detecta a
luz e aciona a célula nervosa do sistema de recompensa do cérebro
artificial.
Com o sistema de recompensa ativado, quando o robô viu um outro
objeto vermelho, ele começou a se mover em direção a ele. Itens azuis,
por outro lado, o faziam andar para trás.
"Em uma questão de segundos o robô realizou a tarefa de encontrar um
objeto na cor desejada e se aproximar dele," explicou Nawrot.
"Só foi
necessário um único exercício de aprendizagem,
o mesmo observado
experimentalmente com as abelhas."
Os cientistas estão planejando agora expandir a rede neural do
cérebro artificial, inserindo nele mais princípios de aprendizagem.
Assim, o minicérebro
vai se tornar ainda mais poderoso, e o robô mais autônomo.
Bibliografia: Conditioned behavior in a robot controlled by a spiking neural network Lovisa Irpa Helgadottir, Joachim Haenicke, Tim Landgraf, Raul Rojas, Martin Paul Nawrot 6th International IEEE/EMBS Conference on Neural Engineering Vol.: NER 891-894 DOI: 10.1109/NER.2013.6696078